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Cadeira nº 05

Eduardo Henrique Jorge Lago

2º Ocupante · Patrono: Antônio Jorge Dino

Retrato de Eduardo Henrique Jorge Lago

Fotografia publicada nos Anais da AMM.

Biografia

Nasceu em 3 de abril de 1974, em São Luís, filho de Celso Beckman Lago e Sônia Teresa Nahuz Jorge Lago. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Maranhão no ano de 1998. Seguindo sua vocação para a Dermatologia, realizou pós-graduação na área pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2001.

Na mesma instituição, obteve o título de mestre em Medicina (Dermatologia) em 2004 e doutor em Medicina (Dermatologia) em 2010, consolidando uma formação acadêmica sólida e de excelência.

Especialista em Dermatologia, desenvolveu ampla experiência clínica e científica, com atuação voltada principalmente para os temas de psoríase, uso de laser em dermatologia, câncer de pele e lesões pré-cancerosas, áreas nas quais contribui para o diagnóstico, tratamento e avanço do conhecimento médico.

É membro de importantes entidades científicas nacionais e internacionais, entre elas a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a Academia Americana de Dermatologia, a Sociedade Internacional de Dermatologia, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e a Sociedade Brasileira de Hanseníase, mantendo-se em constante atualização e intercâmbio científico.

Fonte: Anais da Academia Maranhense de Medicina

Memória da Cadeira nº 05

Patrono

Antônio Jorge Dino

Maranhense da cidade

de Cururupu, filho de Jorge e Vicência, imigrantes libaneses, Antônio Jorge Dino nasceu em 23 de maio de 1913, sendo o único filho do casal. Naquela cidade estudou o primário e concluiu o curso de marceneiro. A vontade de progredir o fez deixar a proteção de sua família e encarar a vida difícil na capital maranhense, onde concluiu o Ginásio, no colégio Ateneu Teixeira Mendes.

Contrariando seu pai, decidiu deixar o Maranhão para estudar Medicina no Rio de Janeiro. Na capital carioca, foi aluno da Faculdade Nacional de Medicina. Neste período, tornou-se interno da Beneficência Espanhola, onde permaneceu até sua formatura.

Antônio Jorge Dino casou-se em São Luís no dia 16 de março de 1953 com Enide Moreira Lima Jorge Dino. Conheceram-se através da irmã mais velha dela, que era paciente do jovem médico e esposa do amigo e parceiro de pensionato, Josué Montello. Antes disso, por volta dos anos 50, para não deixar as raízes da terra, ele fundou a Associação Maranhense, reunindo a colônia maranhen- se residente no Rio de Janeiro, que contava com assistência médica, alimentação e até hospedagem. A Associação funcionava na sua própria casa à rua Santo Amaro, 137, no Catete. “Nossa casa era o consulado maranhense”, diziam. Juntos, eles tiveram seis filhos (Silvia, Célia, Jorge, Regina, Antônio e Rosila), e, mais dois filhos antes do casamento, Osvaldino e Roberto.

Um ano após o casamento, o Dr. Antonio Jorge Dino ini-ciou sua carreira política, concorrendo, no ano de 1954,

ao cargo de Deputado Federal, sendo eleito pelo PSD. Foi reeleito ao cargo, e com a fundação de Brasília, mudou-se para a nova capital federal com a família. Após seu 2º mandato, ele retornou a São Luís, por motivo de saúde, e, em 1962, elegeu-se Deputado Estadual. Logo, foi indicado pelo partido para concorrer ao Governo do Estado como Vice-Governador na chapa de José Sarney, sendo eleitos. Em 1970, assumiu o cargo de Governador do Estado do Maranhão por 11 meses. Após esse período, abandonou a política para dedicar-se especialmente à medicina.

Apesar da vida agitada, dedicou todos os seus 63 anos de vida à filantropia, atendendo pacientes carentes, tan-to no Rio de Janeiro, onde foi diretor vitalício do Hospi-tal Alan Kardec, como em São Luís, na Santa Casa de Mi-sericórdia, e em seu consultório particular. Foi professor titular da cadeira de Cirurgia II, na Universidade Federal do Maranhão, e membro da Academia Maranhense de Medicina. Sua luta incansável contra o câncer no Estado do Maranhão teve início em 1965, quando assumiu a presidência da Liga Maranhense de Combate ao Câncer, e Enide Moreira Lima Jorge Dino, sua esposa, a presidência da Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Juntos, deram um verdadeiro impulso a esta luta, que saiu dos limites do Estado do Maranhão e, hoje, faz parte da história da cancerologia no Brasil. Àquela época, existia o Hospital Aldenora Bello, inaugurado no governo Newton Bello, representado apenas por um consul- tório, um aparelho de Raio-X precário e uma sala para as voluntárias. Antônio Dino, junto com Enide Moreira Lima Jorge Dino e muitos amigos colaboradores deram início a campanhas e promoções destinadas à ampliação do Hospital, com a construção de um centro cirúrgico e demais dependências e a importação de uma Bomba de Cobalto, utilizada no tratamento de radioterapia, com- pletando assim o ciclo de tratamento: cirúrgico, quimio e radioterápico.

Em 1976, o médico Antônio Jorge Dino falece decorrente de problemas cardíacos.

Nove meses após sua morte, foi criada a Fundação Antônio Dino, que surgiu após a junção da Liga Maranhense e da Rede Feminina de Combate ao Câncer para dar continuidade ao seu legado. Hoje, a entidade é presidida por sua esposa a Senhora Enide Moreira Lima Jorge Dino, que continua alimentando o sonho de seu marido, dedicando-se a esse trabalho incessante de luta pela melhoria de vida das pessoas carentes. Além do Hospital do Câncer Aldenora Bello (HCAB), referência no tratamento de câncer no estado, a Fundação mantém um Núcleo de Voluntárias, duas casas de apoio (Erosilda Mota e Criança Feliz) para pacientes carentes, um Centro de Estudos do Câncer e um Centro de Captação de Recursos. São várias unidades operacionais que se destinam a apoiar todos os pacientes carentes, portadores de câncer no Maranhão.

Retrato de Manoel Soares Estrela

Fundador e 1º Ocupante

Manoel Soares Estrela

Estrela como se tornou conhecido na comunidade médica e na sociedade maranhense, protagonizou em Pinheiro-MA, no início de sua carreira profissional, um exemplo de humanização da Medicina e do médico que precisamos formar no Brasil, de formação generalista, atuando com invulgar competência e demonstrando grande habilidade clínico-cirúrgica , a par de uma visão social, atendendo com respeito e dignidade pacientes e suas famílias, gratuitamente, como médico do Estado.

Mudando-se para São Luís, em nada mudou o seu modo de ser e de agir profissionalmente, obviamente com a diferença de que já existiam inúmeros profissionais da sua especialidade atuando na capital do Estado, de quem conquistou em breve espaço de tempo, o respeito e admiração, face a sua competência médica, seu comportamento ético, a forma de lidar com sua clientela e seus familiares e o modo de conduzir-se com equilíbrio e serenidade nas decisões médicas, de ensino e/ou administrativas nas funções a que foi conduzido, à exemplo do exercício do honroso cargo de Reitor da Universidade Federal do Maranhão.

Data de nascimento – 30 de novembro de 1927/ Turiaçu-

-MA; Filiação – Raimundo das Chagas Estrela e Laura Soares Estrela; Cônjuge – Marisa Lobato Estrela; Filhos – Marco Aurélio Lobato Estrela e Silvia Cristina Lobato Estrela; Ensino Fundamental no Colégio Irmãos Marista

/ São Luís; Curso e colação de Grau em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ em 1954;

Especialização em Ginecologia e Obstetrícia; Professor Titular do curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão; Médico Chefe do setor médico da Petrobrás 1966; Médico do Trabalho à partir de dezembro de 1979; Especialização na Escola Superior de Guerra do Brasil em Medicina do Trabalho no ano de 1980; Reitor da Universidade Federal do Maranhão/1974; Pró Reitor de Planejamento e Gestão na UFMA no ano de 1989; Autor do Livro – A Medicina do Trabalho na Organização Social e Política do Brasil/1981; Em 20 de dezembro de 2012, foi admitido no Grau de Comendador do IV Centenário de São Luís-MA, pelo Governo do Estado do Maranhão; Em 2013, recebeu a Medalha do Mérito da Saúde Pública, conferida pela Secretaria de Estado da Saúde/Governo do Maranhão, indicado pela Academia Maranhense de Medicina.