Brasão da Academia Maranhense de MedicinaAcademia Maranhense de Medicina

Memória institucional

Anais da Academia Maranhense de Medicina

Reunião integral dos textos publicados nos Anais da AMM: apresentação, prefácio, composição da Diretoria, ata de fundação de 25 de abril de 1988, estatuto, acadêmicos honorários e beneméritos.

Sapere et Servire

Saber e Servir — o princípio que guia a AMM desde 1988.

Apresentação

O filósofo Goethe (1749-1832) nos deixou o legado de que “nada sabe de sua arte aquele que lhe desconhece a história”.

A História da Medicina está montada em um tripé com três grandes vertentes: a histórica propriamente dita, as questões filosóficas e a ética, esta última norteando a postura médica, regulando o exercício profissional e humanizando o ato médico.

Nesse contexto, Foucault, ao descrever a “História da Medicalização”, reconstitui com muita propriedade as três etapas de formação do que ele denominou Medicina Social: a Polícia Médica ou Medicina do Estado, alemã, a Medicina Urbana Francesa e a Medicina da Força de Trabalho, inglesa, as quais cederam lugar à Medicina Científica da atualidade.

No Brasil a medicina teve um período colonial empírico, um período imperial, onde destacamos a instalação das primeiras Escolas Médicas na Bahia e no Rio de Janeiro; depois, uma fase republicana com os primeiros ensaios

de prevenção das doenças, graças a Oswaldo Cruz e Emílio Ribas, e a atual, a da criação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Constituição Federal de 1988.

No Maranhão, destaca-se no período Colonial, mais precisamente no momento da fundação da cidade de São Luís em 1612, a presença de um médico cirurgião francês, trazido na expedição de La Ravardiere. Foi ele Thomas de Lastre, que deixou-nos um grande exemplo de humanização da medicina, ao atender os seus adversários portugueses feridos na batalha de Guaxenduba, quando da retomada de São Luís pelos portugueses em 1615. Destacando-se ainda no período colonial o Hospital Militar que foi o primeiro hospital do Maranhão. Também desse período o Hospital da Providência, que funcionava em casa alugada, cuja descrição está no livro Obras de João Francisco Lisboa, Vol. IV Vida e Obra do Padre Antonio Vieira, onde existe um informe sobre este hospital (Casa de Saúde) fundado por este em 1653, que funcionava em um imóvel alugado e que se mantinha graças à caridade pública. No período imperial tivemos o Hospital São José da Caridade dos Jesuítas, em 1814 e que em 1836, mudou-se para Rua do Norte, onde está até hoje, com a denominação de Santa Casa de Misericórdia do Maranhão e, por último, o primeiro hospital privado, o Hospital Português de São João de Deus em 1869, da Real Sociedade Humanitária Primeiro de Dezembro. No período republicano foram construídos em São Luís, capital do estado, inúmeros hospitais públicos. Nesse período iniciou-se também a interiorização da medicina.

O período atual inicia-se na década de 80, no século passado, e tem como características as especialidades médicas, os modernos equipamentos de apoio diagnóstico, os transplantes de órgãos, a terapia dita invasiva e os grandes avanços nos campos da imunogenética e biologia molecular. Hodiernamente, contudo, não mais podemos distinguir ou dicotomizar a cura e a prevenção das doenças, mas pensar em um ser biológico integral em que os aspectos epidemiológicos e sociais assumam importante papel na gênese das enfermidades.

Nesse contexto, momentos de desafios, de conflitos e decisões são momentos de hoje. Dentre os desafios a exigir decisões, superando conf1itos, destaca-se a enorme dívida social brasileira acumulada ao longo dos anos.

As manifestações dessa dívida no campo da saúde têm sido repetidas vezes extensamente demonstradas. Elas se expressam na subalimentação, na precoce e elevada morbimortalidade por doenças secularmente negligenciadas, tais como: malária, esquistossomose, leishmaniose e Chagas, por doenças emergentes como AIDS, dengue, síndrome respiratória aguda grave (SARS), por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e por várias doenças hemorrágicas (hantaviroses etc).

Temos, portanto, à nossa frente, médicos e sociedade, juntos, o desafio de construir o caminho e de percorrê-lo com decisão e coragem. Nesse particular, as Academias de Medicina devem ser o elemento indutor de todo esse processo e o ponto de equilíbrio na indicação dos melhores caminhos a seguir.

Em sua evolução desde a Academia de Platão, escola fundada pelo célebre filósofo grego nos jardins que um dia teriam pertencido ao herói Akademus e que tinha

como objetivo formar novos homens, no sentido transformador do amor ao bem, essas Instituições sempre foram claustros de eruditos; guardiãs, transmissoras e transformadoras de conhecimentos nos vários domínios do saber. Precisamos reconhecer, contudo, que é hora das Academias repensarem seu papel frente à sociedade. Não podem mais permanecer intramuros, isoladas em seu ambiente cultural, pois o mundo vive hoje nova revolução tecnológica e cibernética.

Faz-se mister pois, um grande esforço nacional para superar as dificuldades existentes. Como nesta era em que vivemos, cabeças se tornaram mais importantes do que braços, no panorama produtivo, isso valoriza as Academias, e já se sente o reconhecimento desse fato na sociedade brasileira.

A Academia Maranhense de Medicina fundada e instalada no dia 25 de abril de 1988, tem a responsabilidade histórica no desenvolvimento e aprimoramento das questões éticas, técnicas e científicas da medicina, cujos horizontes vêm-se alargando em direção a um processo de ampliação das discussões dos assuntos e dos problemas de saúde da população, difundindo à classe médica e a toda a sociedade os princípios básicos dos direitos à vida, à saúde e ao bem-estar da população.

A Academia Maranhense de Medicina, pautada nos seus ensinamentos, nos seus exemplos de sabedoria e entusiasmo, vem escrevendo a História da Medicina no Maranhão e contribuindo de forma dinâmica, por meio de seus pares, para seu aprimoramento.

Lutar pela conservação dos postulados éticos e da cultura médica, a par da aceitação dos avanços técnico-cientí-ficos da medicina que não contrariem esses postulados, este tem sido o papel da Academia Maranhense de Medicina, em seus 38 anos de existência.

Foram meus antecessores na Presidência da Academia Maranhense de Medicina, os doutores, Antonio Nilo da Costa Filho, Antonio Salim Duailibe, Lúcia Fernanda Bastos Viana, José Manoel Ribeiro Bastos e Ruy Palhano Silva, nomes especiais e representativos para todos nós. Estes colegas ilustres dignificaram a Presidência desta Academia e são exemplos que reforçam a minha responsabilidade, no sentido de honrá-los e de prometer a eles e aos meus pares que conduzirei esta Academia Maranhense de Medicina pautada nos ensinamentos e exemplos de sabedoria e virtudes, promovendo a História da Medicina. Aos Confrades e Confreiras que já deixaram o nosso convívio a honra AD ETERNUM desta Casa.

Em homenagem aos 38 anos de fundação da Academia Maranhense de Medicina, apresento-vos a terceira edição dos seus ANAIS, versão impressa e on-line, contendo a biografia dos Patronos das Cadeiras e dos Acadêmicos (as) que as ocupam presentemente e que será também disponibilizado eletronicamente no site da Academia Maranhense de Medicina.

Prefácio

Convidado pelo Sr. Presidente, Acad. José Márcio Soares Leite, para prefaciar estes Anais da Academia Maranhense de Medicina, honra-me sobremaneira tal incumbência, nestes 38 anos de sua fundação.

Como testemunha ocular desde os primeiros momentos de todas as ações que levaram à consecução desse sonho, sinto-me à vontade para iniciar com o relato dessa história da qual todos, hoje, fazemos parte.

Este ideal que foi, ao longo do tempo, acalentado por várias gerações de médicos, neste Estado, renasceu com força e pujança no coração de Antônio Nilo da Costa Filho que, de forma pertinaz, levou à frente essa luta apesar do desestímulo de uns e da certeza de fracasso expressa por outros. Mas encontrou, no entanto, o apoio e a solidariedade de outros colegas imbuídos dos mesmos sentimentos que o movia e que o ajudaram na concretização desse sonho.

E, assim, na noite de 25 de abril de 1988, no Teatro Artur Azevedo, com a presença de autoridades, dos acadêmicos fundadores e de muitos convidados, o Acad. Antônio Nilo da Costa Filho abriu a sessão solene na qual o sonho de há muito sonhado tornou-se realidade: A fundação da Academia. Nesse ato, como Secretário Geral da primeira Diretoria, fiz a leitura do Termo de fundação e instalação do novo sodalício maranhense.

Das 40 Cadeiras iniciais com seus respectivos Patronos, somente 31 foram preenchidas pelos primeiros médicos que acreditaram na viabilidade dessa proposta e que passaram a constituir o grupo de acadêmicos fundadores da Academia Maranhense de Medicina.

A partir de então, iniciamos a caminhada para a sua definitiva consolidação.

O primeiro objetivo era encontrar uma sede onde a Academia pudesse realizar suas atividades científicas e culturais. Após alguns contratempos, na administração do Acadêmico Ruy Palhano Silva foi iniciada as tratativas com o Conselho Regional de Medicina para que passasse para a posse da Academia a sua antiga sede. Os entendimentos foram concluídos na atual administração do Acadêmico José Márcio Soares Leite que a inaugurou totalmente reformada, nas festividades comemorativas dos 28 anos de fundação deste sodalício.

Atualmente, quando comemoramos os 38 anos de sua fundação, neste 25 de abril de 2026, constata-se que muita coisa mudou. A Academia consolidou-se, criou raízes e se fez presente na vida médico-cultural do Maranhão, graças as administrações de Antônio Nilo, Antônio Salim Duailibe, Lúcia Fernanda Bastos Viana, José Manoel Ribeiro Bastos, Ruy Palhano da Silva e, no presente, na de José Márcio Soares Leite, todas buscando o fortalecimento da Academia.

Novos acadêmicos vieram formar conosco, integrando-se às nossas atividades. Vários livros foram publicados. Uma intensa atividade acadêmico-científica vem sendo implementada através de palestras proferidas pelos próprios acadêmicos ou por convidados especialistas em determinadas áreas do saber. Na data alusiva aos 38 nos de fundação da Academia Maranhense de Medicina, está sendo instalada a Biblioteca Acad. Antonio Nilo da Costa Filho.

Com a recente reforma do Estatuto da Entidade, foram criadas mais 10 (dez) Cadeiras perfazendo um total atual de 50, todas já preenchidas por novos colegas que busca-ram formar conosco, nesta Casa de Netto Guterres, um grupo forte e determinado na luta para a promoção médico-cientifico-cultural do Maranhão.

O trabalho não para, continua muito intenso, árduo, mas a boa vontade e a disponibilidade de todos os confrades e confreiras para o serviço que marcaram as administrações passadas estão presentes, na atual, que tem buscado, incessantemente, a consecução dos objetivos da Academia e dos compromissos assumidos.

Acad. Aymoré de Castro Alvim

Secretário Geral.

Diretoria e Diretorias Técnicas

Biênio 2024/2028 Presidente-José Márcio Soares Leite Vice-Presidente- Cláudio de Rezende Araújo

2º Vice-Presidente- Antônio de Pádua Silva Sousa

3º Vice-Presidente- José de Ribamar Rodrigues Calixto

Secretário Geral- Carlos Alberto de Sousa Martins 1º. Secretário - Silvia Raimunda Costa Leite

2º. Secretário - Carlos Celso Gomes Nunes Tesoureira Geral - Leopoldina Milanez da Silva Leite

1o. Tesoureiro- Maria de Fátima Andrade Calderoni

Assessor especial: Louis Philip Moses Camarão

Membros Diretores

PRESIDENTE: José

Márcio Soares Leite

VICE-PRESIDENTE:

Claudio de Rezende Araújo

2º VICE-PRESIDENTE:

Antônio de Pádua Silva Sousa

3º VICE PREDIDENTE:

Carlos Alberto Silva Dias

SECRETÁRIO GERAL:

Carlos Alberto de Sousa Martins

1º SECRETÁRIO – Silvia Raimunda Costa Leite

2º SECRETÁRIO: Carlos Celso Gomes Nunes

TESOUREIRO GERAL:

Leopoldina Milanez da Silva Leite

1o TESOUREIRO - Maria

de Fátima Andrade Calderoni

ASSESSOR ESPECIAL –

Louis Philip Moses Camarão

CONSELHO FISCAL

MEMBROS EFETIVOS

Achiles Câmara Ribeiro Paulo de Tarso Brandão Marília da Glória Martins

MEMBROS SUPLENTES

Carlos de Andrade Macieira

Francisco das Chagas Monteiro Junior

DIRETORIA DE PATRIMÔNIO BIBLIOTECA E MUSEU

Aldir Penha Costa Ferreira

DIRETORIA DE EVENTOS SÓCIOCULTURAIS

MEMBROS EFETIVOS

Marcia da Silva Sousa Hilmar Ribeiro Hortegal Af Ali Uthant Moreira de Lima da Costa

MEMBROS SUPLENTES

José Carlos Amaral Sousa

Eduardo Henrique Jorge Lago

Gutemberg Fernandes de Araujo

DIRETORIA DE TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

MEMBROS EFETIVOS

José de Ribamar Rodrigues Calixto Artur Serra Neto Mauro Cesar Viana de Oliveira

MEMBROS SUPLENTES

José Maria do Amaral Filho

José Aparecido Valadão

DIRETORIA CIENTÍFICA MEMBROS EFETIVOS

José Albuquerque de Figueiredo Neto Natalino Salgado Filho José Bonifácio Barbosa

MEMBROS SUPLENTES

Arquimedes Viegas Vale Maria do Desterro Soares Brandão Nascimento

Francisco Teixeira de Alcântara Neto

DIRETORIA DE ÉTICA E BIOÉTICA:

MEMBROS EFETIVOS

Alcimar Nunes Pinheiro Antônio Augusto Soares da Fonseca

Manoel Lages Castello Branco Neto

MEMBROS SUPLENTES

Palmério de Brito Pacheco

Ruy Palhano Silva

Coordenação editorial e Revisão:

Natalino Salgado Filho, José Márcio S. Leite e Aymoré C. Alvim

Editoração eletrônica:

Nazareno Almeida

Realizado o Depósito Legal na Biblioteca Nacional, conforme Lei n. 10.994, de 14 de dezembro de 2004

A Faculdade de Medicina do Maranhão

A existência de uma Faculdade de Medicina, no Maranhão, foi, de início, não mais que uma miragem que se desfez por si mesma, desde quando, após criada a Escola de Cirurgia da Bahia (Aviso Régio de 18/2/1808) e a Escola Médica do Rio de Janeiro (Decreto Régio de 14/4/1813), o então Príncipe Regente D.João (1792/1816) pensou em criar uma terceira que, prometida ao Maranhão na Carta Regia de 29 de dezembro de 1815, nunca chegou a ser estabelecida (Lima.O. Dom João VI no Brasil, Io v. p. 253).

Depois desse primeiro malogro, a idéia hibernaria durante um pouco mais de um século, mas acabaria por reaparecer, em 1929, no seio de um grupo liderado pelo farmacêutico João Marcelino da Silveira Teixeira, incentivado pelo contador Paulo Kruger de Oliveira, por meio do jornal Pacotilha. Amadurecida a idéia, no dia 11/8/1929, em reunião havida na sede da Faculdade de Farmácia e Odontologia, deu-se a nova Escola Médica por fundada, escolheu-se seu corpo docente e chegou-se mesmo a eleger seu diretor, o médico Cesário dos Santos Veras. Finalmente, a Escola Médica foi dada, formalmente, por fundada no dia 8/6/1930, mas não conseguiria sobreviver, embora o Estado tenha se comprometido em ajudar no seu custeio (Meireles. M. Dez Estudos Históricos. 1994. E 250).

Teve-se que esperar, pois, por mais 27 anos para que o sonho da Faculdade de Medicina do Maranhão se tornasse realidade e ele se realizou por iniciativa da Igreja Católica.

Pela ordem cronológica, o terceiro Arcebispo de São Luís,

D. José de Medeiros Delgado (1952/1963), trazia, ao assumir, aidéia de fundar no Estado uma Universidade Católica, e para esse fim, de logo, em data de 29/1/1955, criou a Sociedade Maranhense de Cultura Superior

(SOMACS), com a finalidade de instituir e manter as unidades necessárias, e possíveis, à formação da pretendida universidade. Consequentemente, já em 28/2/1957 foi criada a Faculdade de Ciências Médicas do Maranhão, cuja direção foi confiada ao Dr. João Bacelar Portela e que funcionaria, provisoriamente, em dependências do Hospital Presidente Dutra, que o então Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Comerciários (IAPC) construíra em São Luís em 1951.

Em discurso pronunciado em “sessão solene” de fundação da Faculdade de Ciências Médicas do Maranhão, o Arcebispo de São Luís, D. José de Medeiros Delgado afirmou: “Deus determinou, meus senhores, que estivesse eu à frente dos destinos espirituais de vossa terra. E em nome desta fé e a serviço desta Igreja que vos convidei e, perante vós e contando com vossa cooperação, venho declarar fundada a Faculdade de Ciências Médicas do Maranhão”.

Na primeira aula inaugural da então Faculdade de Ciências Médicas, em 10 de agosto de 1958, o Dr. José de Matos Carvalho, Governador do Estado e Professor Catedrático (interino) da mesma Faculdade, disse em certo trecho de sua palestra: “os nossos recursos assistenciais com apenas 10 hospitais na capital, 3 no interior e um número irrisório de postos médicos e de profissionais de medicina, 18 no interior e perto de 90 na capital, são insuficientes para a demanda populacional, justificando-se a necessidade de uma Escola Médica para a formação de profissionais para o Estado (Ata da Faculdade de Ciências Médicas do Maranhão; 1957:2-3).

Decorridos mais de meio século, a Faculdade de Ciências Médicas, que teve como Hospitais Escola o Hospital Tarquínio Lopes Filho (Hospital Geral do Estado) S B Hospital Carlos Maripira (antigo IPEM), transformou-se nesse período em Faculdade de Medicina e hoje em Curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tendo como campo de ensino, pesquisa e extensão, o Complexo Hospital Universitário, integrado pelas Unidades Hospitalares Presidente Dutra e Materno-Infantil (cedidas pelo Ministério da Previdência Social à UFMA, quando da extinção do Instituto Nacional de Assistência Médica - INAMPS).

Temos de criar mecanismos legais que estimulem os médicos e demais profissionais da área da saúde a exercer suas profissões fora dos grandes centros urbanos, pois muitos profissionais alegam insegurança contratual e de condições de trabalho, como justificativa para não trabalharem no interior.

O Governo Federal, por meio dos Ministérios da Educação e da Saúde, instituiu o Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica (Provab), para estimular a interiorização de médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas. Esses profissionais serão acompanhados pelas instituições de ensino superior participantes, que darão suporte presencial e à distância por meio do programa Telesaúde, coordenado pelo Ministério da Saúde para a oferta da chamada “segunda opinião” na assistência aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Porém em sua essência uma iniciativa muito tímida, face ao tamanho da questão e sem, inclusive, ter força de Lei e muito menos dotação orçamentário-financeira específica para esse fim.

José Márcio Soares Leite

Ata de Fundação — 25 de abril de 1988

Aos vinte e cinco dias do mês de abril de mil novecentos e oitenta e oito, no Teatro Artur Azevedo, na cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão, na forma do Título do Art. 1o do Estatuto da Academia Maranhense de Medicina, realizou-se a Assembleia Geral solene, tendo como Ordem do Dia a Fundação e Instalação da citada Academia, conforme decidiu a Assembleia Geral Prévia, cuja Ata está transcrita no Livro de Ata e, posteriormente, registrada em Cartório. A sessão foi aberta pelo Presidente da Academia, Dr. Antônio Nilo da Costa Filho, após a leitura dos nomes das autoridades presentes ou representadas e da composição da Mesa dos trabalhos como segue: Exmo Sr. Secretário de Estado da Saúde, Dr. Jackson Kepler Lago, representando o Exmo Sr. Governador do Estado, Epitácio Cafeteira Afonso Pereira; Dr. Carlos Alberto Salgado Borges, representando o Exmo Sr. Presidente da República, Dr. José Sarney; Dr. Raimundo Alexandrino Sousa Lima, representando a Exma. Sra. Prefeita de São Luís, D. Gardênia Ribeiro Gonçalves, Dr. Alberto José Tavares Vieira da Silva, Presidente da Justiça Federal do Estado; Cel. Paulo Ferreira da Silva, Comandante do 24° Batalhão de Caçadores; Dr. José Vieira Magalhães, representante da Academia Cearense

de Medicina e da Federação Brasileira de Academias de Medicina; Dr. Abdon Murad, Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Maranhão; Dr. Francisco Amazonas de Assis Melo, Presidente da Sociedade de Puericultura e Pediatria do Maranhão e o Dr. Aymoré de Castro Alvim, Secretário Geral da A.M.M. Inicialmente foi cantado o Hino do Maranhão pelo Coral da UFMA findo o qual, foi lido pelo Secretário Geral da AMM, o Termo de fundação e instalação da Academia Maranhense de Medicina, e posse do seu primeiro Órgão Diretivo.

Eis o Termo: Aos 25 (vinte e cinco) dias do mês de abril de 1988 (hum mil novecentos e oitenta e oito), em Sessão Solene realizada, no Teatro Artur Azevedo, sito na Rua do Sol, s/n, nesta cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão, foi fundada e instalada a Academia Maranhense de Medicina. Ela é composta de 40 (quarenta) Membros Titulares tendo, cada um, como Patrono, um ilustre médico maranhense que muito tenha contribuído para a História da Medicina neste Estado. São Patronos, numerados em ordem alfabética, os seguintes nomes, cujos números corresponderão às cadeiras dos Titulares:

01 – Alarico Nunes Pacheco, 02 – Almir Parga Nina,

03 – Álvaro Serra de Castro, 04 – Antônio Henriques Leal, 05 – Antônio Jorge Dino,

06 – Aquiles Faria de Lisboa, 07 – Ático Pires Seabra,

08 – Carlos Gomes dos Reis Macieira, 09 – César Augusto Marques,

– Cesário dos Santos Veras,

– Clarindo Santiago,

– Clodornir Pinheiro Costa,

– Djalma Marques,

– Domingos Matos Pereira,

– Fernando Ribamar Viana,

– Filogônio Lisboa,

– Genésio Euvaldo de Moraes Rego,

– Hamleto Batista Barbosa de Godois,

– João Bacelar Portela,

– João Braulino de Carvalho,

– Joaquim Gomes de Souza,

– José Antônio Gomes dos Santos Neto,

– José da Silva Maia,

– José Ribamar Viana Pereira,

– Juvêncio Matos,

– Lino Rodrigues Machado,

– Luís Alfredo Neto Guterres,

– Luís Lobato Viana,

– Manoel Bernardino Costa Rodrigues,

– Marcelino Rodrigues Machado,

– Odilon da Silva Soares,

– Oscar Lamagnere Leal Galvão,

– Osvaldo da Costa Nunes Freire,

– Otávio Passos,

– Pedro Braga Filho,

– Pedro Neiva de Santana,

– Raimundo Nina Rodrigues,

– Salomão Fiquene,

– Sálvio Mendonça,

– Tarquínio Lopes Filho.

Os Membros Titulares serão reconhecidamente efetivados após assinatura desta Ata e do Termo de posse, no

Livro de Posses da Academia. Esta exigência será válida também para os Membros que integram os Órgãos Diretivos que conduzirão os destinos da Academia, já citados na Ata da Assembleia Geral Prévia da AMM. Dado e passado em São Luís - MA, aos 25 dias de abril de 1988. Presidente - Antônio Nilo da Costa Filho. Neste momento foi ouvido um canto executado pelo Coral da UFMA. Findo o canto, usou da palavra o Presidente da AMM, Dr. Antônio Nilo da Costa Filho exaltando a importância da Academia, o seu papel histórico a desempenhar em nosso Estado, além de tecer comentários como ela surgiu, as dificuldades encontradas e concluiu com uma análise da conjuntura atual do país e do mundo. Outros cantos foram executados pelo Coral dando um brilho especial à solenidade. Falaram, ainda, o Dr. José Vieira de Magalhães, da Academia Cearense de Medicina, trazendo uma mensagem do Presidente da coirmã cearense e da Federação Brasileira de Academias de Medicina, Dr. Geraldo W.S. Gonçalves, e a nossa confrade Dra. Antônia de Arruda Soares, em nome dos Acadêmicos. Finalmente ouviu-se o Hino Nacional cantado pelo Coral da UFMA e a palavra do Presidente dando por encerrada a Sessão e convidando a todos para o coquetel servido no salão nobre do Teatro Artur Azevedo. Nada mais havendo a tratar, lavrei a presente Ata que, depois de lida e aprovada, será assinada por todos.

São Luís, 25 de abril de 1988. Predidente: Ass. Antônio Nilo da Costa Filho Secretário Geral: Aymoré de Castro Alvim

Estatuto

Ler o estatuto na íntegra

CAPÍTULO I

DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FINALIDADES

Art. 1º - A Academia Maranhense de Medicina, identificada pela sigla AMM, é uma associação de direito privado, de caráter científico-cultural, sem fins econômicos nem cunho político, religioso ou partidário, fundada, em 25 de abril de 1988, com duração por tempo indeterminado, registrada no CNPJ sob o nº 63.451.314/0001-20. Considerada de utilidade pública pela Lei nº 9.153 de 31 de março de 2010. É regida pelo presente Estatuto, por um Regimento Interno, aprovados pela Assembleia Geral, realizada em 29 de novembro de 2023 e pelas decisões emanadas dos órgãos diretores da Academia e pela legislação que lhe seja aplicada.

Parágrafo único – A AMM tem a sua sede, à Rua São João, 265 – Centro, CEP: 65010-600, e foro, na cidade de São Luís, Estado do Maranhão.

Art. 2º - A AMM tem por finalidades:

Contribuir para o resgate, divulgação e preservação da memória da Medicina Maranhense por meio de incentivo e de produções científicas e culturais e suas publicações em anais, revistas, livros e página eletrônica;

Incentivar o aprimoramento da cultura e da ética médica por meio da promoção de congressos, jornadas, cursos, prêmios ou qualquer outra atividade com igual objetivo contribuindo para a qualificação humanística do médico;

Promover o pleno funcionamento da sua biblioteca, arquivo e museu;

Colaborar com os poderes públicos, no âmbito de suas ações e dentro das disponibilidades com foco, principalmente, em programas de prevenção de patologias transmissíveis, promoção e proteção à família, infância e maternidade por meio de treinamento de recursos humanos e ações educativas;

Velar e defender o patrimônio histórico da medicina maranhense;

Homenagear vultos e comemorar fatos e datas relevantes da Medicina;

Estimular e promover o intercâmbio de ideias com as congêneres do Brasil e com centros culturais e científicos estrangeiros;

Sugerir e solicitar providências às autoridades competentes em questões relacionadas ao ensino médico e à saúde da comunidade e colaborar com as mesmas, nos referidos campos, sempre que solicitada;

Instituir e conceder Prêmios e Láureas a médicos e a outros profissionais que se destacaram ou contribuíram com seus trabalhos para a promoção da História da Medicina do Maranhão ou de outros campos do saber médico, bem como a estudantes de curso médico como estímulo para desenvolver produções, nas citadas áreas;

Estabelecer convênios, acordos e protocolos de intenções com organizações públicas, privadas ou quaisquer outras entidades que se relacionem direta ou indiretamente com a Medicina, observados os dispositivos legais e éticos;

Integrar a Federação Brasileira de Academias de Medicina e interagir com o Conselho Regional de Medicina e outras Entidades Médicas, na preservação de valores indissociáveis da ética e da bioética médicas e humanismo;

CAPÍTULO II

DA SUA COMPOSIÇÃO

Art. 3º - A AMM se compõe de cinquenta (50) Cadeiras, patroneada por um médico (a) de destaque da Medicina maranhense já falecido, sendo esses patronos definitivos e imutáveis e ocupadas por igual número de médicos (as), Acadêmicos (as) Titulares.

Art. 4º - Integram a Academia Maranhense de Medicina: I-Acadêmicos Fundadores;

– Acadêmicos Titulares;

– Acadêmicos Eméritos; IV-– Acadêmicos Honorários; V– Acadêmicos Beneméritos;

Acadêmicos Correspondentes.

Art. 5º - Os Acadêmicos Fundadores, são os que foram empossados, em 25 de abril de 1988, e assinaram a ata de fundação da AMM.

Art. 6º - Acadêmicos Titulares são aqueles ocupantes de Cadeira que, para tanto, forem eleitos pela Assembleia Geral da Academia Maranhense de Medicina.

§1º Cada Acadêmico Fundador, Acadêmico Titular ou Acadêmico Emérito ocupará, em caráter vitalício, uma das 50 (cinquenta) Cadeiras identificadas pelo nome do respectivo patrono, definitivo e imutável;

§2º O número total de Cadeiras será preenchido progressivamente de acordo com a necessidade da Academia, proposta pela Diretoria Executiva e submetida à Assembleia Geral.

§3º O nome do Patrono será reservado a um médico (a) renomado da medicina maranhense, já falecido, e que tenha se destacado em sua área de atuação.

Art. 7º - Os Acadêmicos (as) Titulares e os Fundadores da AMM, são os únicos contribuintes obrigatórios, sendo o valor da anuidade estabelecido, na sessão ordinária de Assembleia Geral de encerramento do ano Acadêmico.

Art. 8º - Os Acadêmicos (as) Eméritos são os que completaram 75 (setenta e cinco anos) anos ou que há 35 (trinta e cinco) anos integram a Academia Maranhense de Medicina.

Art. 9º - Acadêmicos Honorários, são médicos de notório saber e que tenham contribuído para o progresso da Medicina brasileira, cujos nomes forem propostos por um Acadêmico Titular ou um Acadêmico Emérito, aprovados pela Diretoria Executiva e submetidos à homologação da Assembleia Geral.

Art. 10º – Acadêmicos Beneméritos, são as pessoas físicas ou jurídicas que colaboraram com doações significativas para Academia, cujos nomes forem propostas pela Diretoria e aprovadas pela Assembleia Geral

Art. 11 - Acadêmicos Correspondentes, são aqueles médicos de comprovado valor, não residentes no Maranhão, cujo nome proposto por um Acadêmico

Fundador, Titular deva ter sua aprovação por maioria simples dos Membros da Diretoria Executiva.

Art. 12 - O Acadêmico (a) com a categoria de Emérito terá os mesmos direitos, deveres e prerrogativas do Acadêmico (a) Fundador e/ou Titular.

CAPÍTULO III

DOS DIREITOS E DEVERES DOS ACADÊMICOS

(AS)

Art. 13 - São direitos dos Membros Honorários, Correspondentes e Beneméritos:

– identificar-se como Membro Honorário, Correspondente ou Benemérito da Academia;

– participar das sessões solenes da Academia;

Art. 14 - São deveres dos Membros Honorários, Correspondentes e Beneméritos:

– zelar pelo bom nome da Academia;

– cooperar para o desenvolvimento e maior prestígio da Academia; III – comunicar à Diretoria o seu desligamento do quadro associativo;

IV – manter atualizado, nos registros da Academia, os seus dados pessoais;

V- Participar das Assembleias Gerais e

das sessões ordinárias, extraordinárias e solenes de AMM;

Art. 15 - Os Membros da Academia, inclusive os

integrantes da Diretoria, não respondem, individualmente nem solidária ou subsidiariamente, pelas obrigações sociais ou outras contraídas, em nome da mesma, expressa ou tacitamente, por seus representantes, sendo as ditas obrigações satisfeitas apenas pelos bens sociais.

CAPÍTULO IV

DOS ÓRGÃOS DIRIGENTES QUE COMPÕEM A ESTRUTURA BÁSICA da AMM

Art. 16 - A estrutura básica de administração da AMM compreende:

Assembleia Geral;

Conselho Deliberativo;

– Diretoria Executiva; IV – Conselho Fiscal.

Art. 17 - A Assembleia Geral, órgão soberano da AMM, é constituída dos Acadêmicos Titulares, competindo-lhe privativamente:

I– aprovação das contas anuais;

II– alteração ou reforma do estatuto; III – admissão de acadêmicos;

– eleição dos Membros da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal, segundo normas eleitorais estabelecidas no Regimento Interno;

V– exclusão de acadêmicos;

VI– homologação dos nomes dos Acadêmicos Eméritos, Beneméritos e Honorários;

VII – aprovação ou rejeição do nome do Patrono indicado pelo acadêmico; VIII –alteração do número de Cadeiras;

– dissolução da Academia;

– deliberação sobre casos omissos;

Art. 18 - A convocação da Assembleia Geral Ordinária

será feita pelo Presidente, por Edital publicado na Imprensa com antecedência de (05) dias da data prevista.

Art. 19 - A convocação da Assembleia Geral Extraordinária será feita pelo Presidente, por deliberação própria ou por solicitação de dois terços (2/3) dos Acadêmicos (as) Fundadores, Titulares e Eméritos.

§1º - No requerimento de Acadêmicos para convocação da Assembleia Geral Extraordinária deverão constar quais os motivos para essa convocação;

§2º - A convocação deverá obedecer ao prazo previsto no Art. 18, podendo o Presidente, por motivo relevante, encurtar o prazo para um mínimo de 24 (vinte e quatro) horas.

Art. 20 - O quorum necessário para uma Assembleia Geral deliberar é de 2/3 dos Acadêmicos e Acadêmicas na primeira convocação e na segunda convocação pelo quorum dos presentes na Assembleia

Geral.

Art. 21 - A Assembleia Geral funcionará obedecendo ao seguinte roteiro:

Abertura pelo Presidente;

Leitura do Edital de convocação e verificação de quorum pelo Secretário Geral;

Exposição pelo Presidente dos assuntos que compõem o expediente;

Abertura dos debates seguindo ordem estabelecida na própria Assembleia por proposta da mesa ou de qualquer Membro;

Encerrados os debates, se houver necessidade, será feita votação, que será aberta;

A apuração de qualquer votação caberá à mesa, salvo nos casos de Assembleia Geral para eleição da Diretoria e para admissão de novo sócio;

Proclamado o resultado, o Presidente suspenderá a reunião pelo tempo necessário para elaboração da

Ata pelo secretário(a) geral e/ou pelo 1º ou 2º secretários, no seu impedimento, que após lida e aprovada será subscrita pela Diretoria e Acadêmicos (as) presentes na Assembleia Geral;

A presença de pessoas estranhas à AMM só será permitida por autorização da Presidência.

Art. 22 - O Conselho Deliberativo, é um colegiado deliberativo da AMM, formado pelos ex-Presidentes e ex-Secretários Gerais, tendo como atribuição, apreciar e emitir parecer sobre o Plano de Trabalho Anual da Diretoria Executiva, com a respectiva previsão orçamentário- financeira anual, apresentando sugestões ao seu aprimoramento e o Relatório Anual da Gestão da Diretoria Executiva, a serem aprovados em Assembleia Geral da AMM ao final do ano em curso.

§1º O Conselho Deliberativo será sempre presidido pelo Presidente da gestão anterior da AMM.

Art. 23 - A Diretoria Executiva terá a seguinte composição: I - Presidente;

- Primeiro Vice-Presidente;

- Segundo Vice-Presidente; IV- Terceiro Vice-Presidente;

- Secretário Geral;

- Primeiro Secretário;

- Segundo Secretário;

-Tesoureiro Geral;

- Primeiro Tesoureiro;

- Assessoria Especial.

Art. 24 - A Diretoria Executiva desenvolverá suas atividades programáticas por meio dos seguintes Coordenações: Patrimônio, Biblioteca e Museu; de Tecnologia de Informação e Comunicação; Científico e Sócio-Cultural, podendo criar, bem como suprimir, aquelas que julgar necessário, tendo cada uma delas um respectivo Coordenador (a).

Art. 25 - À Diretoria Executiva compete administrar os

trabalhos e interesses da Academia e privativamente:

criar e suprimir empregos, fixar vencimentos dos empregados; nomeá-los ou demiti-los, impor-lhes penas de advertência, repreensão ou suspensão;

ajustar contratos e elaborar as minutas respectivas, bem como dos instrumentos de quaisquer obrigações a contrair em nome da Academia, submetendo-os à aprovação do plenário com parecer da Comissão Fiscal;

elaborar o projeto de orçamento e a prestação de contas anual;

coordenar o exercício das funções administrativas da Diretoria Executiva e das ações programáticas dos Coordenadores;

expedir normas e instruções para execução de todos os serviços, atribuindo a qualquer dos empregados da Academia as funções intrínsecas as atividades normativas e programáticas da AMM;

encaminhar à apreciação do Conselho Consultivo, o Plano Anual de Trabalho, com a respectiva previsão orçamentário-financeira para o ano em curso e o Relatório Anual de Gestão;

submeter anualmente à Assembleia Geral o Relatório Anual de Gestão e a Prestação de Contas e Balancetes da AMM.

Art. 26 - O mandato da Diretoria Executiva será de 4 (quatro) anos, podendo ser prorrogado por igual período, mediante eleição ou aclamação.

§ 1º. Findo o prazo de prorrogação do mandato da Diretoria, qualquer um dos seus Membros, poderá concorrer a novo mandato para funções da Diretoria Executiva, distintas das que ocupava no exercício anterior.

Art. 27 - O Conselho Fiscal será constituído de 3 (três) Membros efetivos e de 3 (três) suplentes, eleitos pela Assembleia Geral e terá por encargo analisar a gestão contábil da AMM e emitir parecer sobre a prestação de contas anuais e balancetes.

Parágrafo único. O primeiro, o segundo e o terceiro

suplentes substituirão, nessa ordem, os Membros efetivos quando impedidos e no caso de vacância.

CAPÍTULO V

DO PROCESSO ELEITORAL

Seção I

DA ELEIÇÃO DOS ACADÊMICOS (AS) TITULARES

Art. 28 - Serão abertas vagas, no quadro da AMM, por morte, desistência ou exclusão de Membros Titulares, após 30 (trinta) dias da vacância da respectiva Cadeira na AMM.

Parágrafo Único. Verificada a existência de vaga, o Secretário Geral fará comunicação, em sessão ordinária da Diretoria, para que seja declarada aberta a vaga e marcada a época para recebimento de propostas

Art. 29 - O candidato a Acadêmico Titular deverá preencher as seguintes condições:

Ser brasileiro nato ou naturalizado formado, em Medicina, há mais de vinte (20) anos;

Ser residente e domiciliado, no Estado do Maranhão;

Comprovar sua atividade científico-profissional, com apresentação do Curriculum vitae ou memorial;

Apresentar Certidão de Antecedentes Éticos emitida pelo Conselho Regional de Medicina do Maranhão com validade de 30 dias;

Assinar a Declaração de Compromisso de participar de todas as atividades acadêmicas promovidas pela Academia inclusive às sessões para as quais fora convocado sob pena das sansões previstas no Estatuto e Regimento Interno;

A proposição de candidato deve ser subscrita por 03 (três) Acadêmicos (as) Titulares, sendo vedado aos Membros da Diretoria e da Coordenação

Científica, assinarem a proposta;

O candidato ao dar entrada, na Secretaria da AMM, da sua proposta deverá pagar a Taxa de Inscrição e após a eleição, se for eleito, pagará a Taxa de Admissão cujos valores serão fixados anualmente, pela Diretoria.

Art. 30 - A admissão de Membro Titular realizar-se-á por eleição, em sessão de Assembleia Geral Eleitoral, devidamente, convocada com antecedência mínima de 15 (quinze), dias úteis, pela Diretoria Executiva, após homologação do relatório de admissibilidade feita pela Diretoria Científica e encaminhado à Secretaria Geral da AMM.

Art. 31 - O Edital de convocação da Assembleia Geral Eleitoral, deve explicitar de forma clara os dias e horários da votação presencial ou caso seja de forma online por meio de um link específico;

Art. 32 - O Presidente da AMM, designará 5 (cinco) dias antes os Membros da Junta Eleitoral composta por 5 (cinco) Membros Titulares e 1 (um ) suplente.

§ 1º. A Junta Eleitoral uma vez constituída elegerá um Presidente da Junta;

§ 2º. A Junta Eleitoral comunicará aos Acadêmicos (as) caso a eleição seja de forma online, o link específico para eleição do candidato (a) ou candidatos (as), 72 (setenta e duas) horas antes, dando início a votação online;

§ 3º. No dia e hora, definidos para o final da votação, pelo Edital de convocação da Assembleia Geral Eleitoral, a Junta Eleitoral dará início à leitura da relação dos votantes, secundada pela apuração dos votos.

Art. 33 - Em caso de candidatura única, para ser eleito, o candidato precisa atingir a maioria simples dos sufrágios votantes.

Art. 34 - Em caso de candidaturas múltiplas, será eleito o candidato que obtiver o maior número dos

sufrágios dos votantes na Assembleia Geral Eleitoral convocada para essa finalidade.

Parágrafo Único. Em caso de empate entre as votações de dois candidatos, será eleito o que tiver mais anos de graduação.

Art. 35 - Encerrada a votação, o Presidente da Junta Eleitoral, promulgará seu resultado. Será lavrada então a correspondente Ata da Eleição, a ser assinada pelos Membros da Junta Eleitoral.

Parágrafo Único. Não cabe contestação administrativa ou pedido de anulação da eleição após o resultado ser promulgado pela Junta Eleitoral.

Art. 36 - Promulgado o candidato eleito, o Presidente comunicará esse resultado ao então candidato, que receberá em sua residência, a Diretoria Executiva da AMM, para lhe comunicar oficialmente sua eleição para AMM.

Art. 37 - O candidato eleito deverá ser empossado em até

60 (sessenta dias) após a homologação de sua eleição, prorrogável por mais 30 (trinta) dias. Findo esse prazo o candidato será considerado desistente e será aberto novo processo eleitoral para preenchimento dessa vaga;

Art. 38 – A sessão solene de posse do novo acadêmico será marcada pelo Presidente da AMM, após satisfeitas todas as exigências elencadas para esse fim.

Art. 39 - O candidato eleito, escolherá entre os três Acadêmicos (as) que apresentaram a proposição de sua candidatura a Acadêmico (a), um deles para fazer sua saudação no dia de sua posse, em sessão solene, convocada para essa finalidade;

§1º. A AMM, arcará com as despesas do cerimonial, recursos de mídia, o Colar e o Botton Acadêmicos;

§2º. São da responsabilidade do empossando, a confecção da Veste Talar, e os custos da decoração e do coquetel a ser servido após a sessão solene de

posse;

§ 3º. A posse do Acadêmico (a) será realizada no prédio sede da AMM, “Casa Neto Guterres”, salvo situações excepcionais aprovadas pela Diretoria Executiva;

§ 4º- O discurso do empossando versará sobre vida e atividades médico cientificas e culturais do Patrono e dos anteriores ocupantes da Cadeira da AMM para qual foi eleito.

Sessão II

DA ELEIÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA

Art. 40 - A Assembleia Geral Eleitoral, especialmente convocada, nos termos deste Estatuto, para eleição da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal da Academia Maranhense de Medicina, realizar-se-á, na segunda quinzena de outubro do ano eleitoral.

Art. 41 - Os candidatos (as) a cargos eletivos de que trará o Art. 40, serão inscritos em chapa completa, na Secretaria Geral, até o último dia do mês de setembro do ano Eleitoral.

Art. 42 - O Edital de convocação da Assembleia Geral Eleitoral, deve explicitar de forma clara os dias e horários da votação presencial ou caso seja de forma online por meio de um link específico, a ser criado pela Junta Eleitoral, 72 (setenta e duas) horas antes, dando início a votação;

Art. 43- O presidente da AMM, designará 5 (cinco) dias antes os Membros da Junta Eleitoral composta por 5 (cinco) Membros Titulares e 1 (um ) suplente.

§ 1º. A Junta Eleitoral uma vez constituída elegerá um Presidente da Junta;

§ 2º. A Junta Eleitoral comunicará aos Acadêmicos (as) caso a eleição seja de forma online, o link específico para eleição do candidato ou candidatos, dando

início a votação, 72 horas antes da apuração dos votos;

§ 3º. Findo o prazo de votação, definido pelo Edital de convocação da Assembleia Geral Eleitoral, a Junta Eleitoral dará início à leitura da relação dos votantes, secundada pela apuração dos votos.

Art. 44 - Será considerada eleita a chapa que obtiver a maioria simples dos votos dos Acadêmicos (as), votantes.

§1º Se a chapa eleitoral for única, será eleita por aclamação em Assembleia Geral Eleitoral.

§2º O mandato da Diretoria eleita, após a aprovação deste Estatuto será de 4 (quatro) anos, podendo ser reeleita uma única vez.

CAPÍTULO VI

DOS RECURSOS FINANCEIROS E PATRIMONIAIS

Art. 45 - O patrimônio da AMM é constituído de:

auxílios, subvenções, doações e legados oriundos dos poderes públicos, instituições privadas ou pessoas físicas;

pelas anuidades dos Acadêmicos (as) Titulares Fundadores; Titulares e Eméritos;

por quaisquer outras rendas.

§1º - O patrimônio social da AMM constituído de bens imóveis não poderá ser alienado, vendido, ou, onerado a qualquer título sem a expressa autorização da Assembleia Geral, especialmente convocada para tal fim, de conformidade com o disposto no caput deste artigo.

§2º - Os recursos financeiros da AMM serão aplicados, exclusivamente, em operações e execuções de programa compatíveis com os objetivos da mesma.

CAPÍTULO VII

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 46 - Os recursos financeiros da Academia Maranhense de Medicina, provêm de contribuições dos Acadêmicos (as), de doações e legados feitos por pessoa física ou jurídica, de subvenções de entidades públicas ou privadas, de rendimentos de depósitos e aplicações financeiras e de outras rendas eventuais.

Art. 47 - Os Membros da Academia não respondem subsidiariamente pelas obrigações contraídas pela Diretoria Executiva ou por qualquer de seus Membros, assim como a Diretoria Executiva não é responsável pelos conceitos emitidos ou por atos praticados individualmente por quaisquer dos seus Membros.

Art. 48 - O Exercício da atividade Acadêmica não implica que o Acadêmico

(a) perceba qualquer remuneração.

Art. 49 - A AMM comemorará solenemente a data da sua fundação e o Dia do Médico, com a outorga do Diploma de Honra ao Mérito Médico Maranhense. Parágrafo 1º- A Academia Maranhense de Medicina adota o uso da Veste Talar, em sessões solenes ou

protocolares.

Parágrafo 2º -A Academia possui brasão, logomarca, emblema, bandeira e hino, definidos em Assembleia Geral;

§ 3º - É obrigatório ser entoado o Hino da Academia Maranhense de Medicina nas sessões solenes, podendo, entretanto, também ser entoado em outros eventos especiais definidos pela Diretoria Executiva.

Art. 50 - Os Membros Titulares Fundadores; Titulares e Eméritos se obrigam a elaborar suas biografias e a de seus Patronos, que será parte Integrante dos ANAIS e do arquivo histórico da AMM.

Art. 51 - Em caso de dissolução da Academia, o

patrimônio será transferido para uma instituição filantrópica de benemerência, reconhecida oficialmente,

em decisão da Assembleia Geral.

Art. 52 - As disposições desse Estatuto poderão ser modificadas a qualquer tempo, devendo porém, ser objeto de uma justificativa bem fundamentada, aprovada pela maioria da Diretoria Executiva e submetida a uma Assembleia Geral.

§1º - Para elaborarem o projeto de reforma no Estatuto da AMM, o Presidente da Academia designará uma comissão de pelo menos 3 (três) Membros, Fundadores, Titulares e/ou Eméritos devendo essa Comissão funcionar sob a presidência do Presidente ou de outro Membro da Diretoria Executiva por ele designado.

Art. 53 - O Conselho Fiscal reunir-se-á semestralmente ou quando convocado extraordinariamente pela Assembleia Geral da AMM.

Art. 54 - As atribuições dos Membros da Diretoria Executiva e seus Departamentos serão regulamentadas no Regimento Interno;

Art. 55 - O Presidente da AMM, designará, ouvida a Diretoria Executiva os Diretores de Departamentos e integrantes das Comissões Permanentes e Temporárias;

Art. 56 - O Regimento Interno regulamentará as demais funcionalidades da AMM, não descritas neste Estatuto e que completam sua organicidade.

Art. 57 - Os casos omissos neste Estatuto serão submetidos à decisão da Assembleia Geral.

Art. 58 - O presente Estatuto da AMM, entra em vigor a partir da data do seu registro em Cartório, revogando-se todas as disposições contidas no

Acadêmicos Honorários

Personalidades agraciadas com o título de Acadêmico Honorário da Academia Maranhense de Medicina.

Retrato de David Everson Uip

David Everson Uip

São Paulo

Nasceu em 16 de abril de 1952, na cidade de São Paulo (SP), filho de David Uip e Natalia Atti Uip. Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC em 1975, iniciando uma trajetória marcada pela excelência acadêmica e pela dedicação à infectologia, área na qual se tornaria uma das maiores referências no Brasil.

Prosseguiu sua formação na Universidade de São Paulo, onde obteve os títulos de doutor e livre-docente em Doenças Infecciosas e Parasitárias. Tornou-se professor titular da Faculdade de Medicina do ABC, instituição na qual também exerceu a função de reitor do Centro Universitário Saúde ABC. Ao longo de sua carreira, consolidou-se como importante formador de especialistas e pesquisador na área de doenças infecciosas.

Reconhecido nacional e internacionalmente por sua atuação no combate à AIDS, David Uip fundou e dirigiu a Casa da Aids, um centro de referência para tratamento e prevenção da doença. Em 2003, coordenou ações de cooperação internacional para o enfrentamento do HIV em Angola, ampliando sua contribuição para além do território brasileiro.

Foi diretor-executivo do Instituto do Coração e diretor-presidente da Fundação Zerbini. Posteriormente, assumiu a direção do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, uma das mais tradicionais instituições brasileiras no tratamento de doenças infectocontagiosas, onde fortaleceu ainda mais sua atuação como liderança na área.

Na vida pública, destacou-se como Secretário de Estado da Saúde de São Paulo entre 2013 e 2018, durante o governo de Geraldo Alckmin. À frente da pasta, coordenou políticas de enfrentamento a importantes epidemias, como dengue, H1N1, chikungunya, zika e febre amarela. Posteriormente, assumiu o cargo de secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde no governo de Rodrigo Garcia, ampliando sua atuação estratégica no sistema de saúde.

Também exerceu papel de destaque durante a pandemia de COVID-19 no Brasil, sendo uma das principais vozes técnicas do estado de São Paulo. Em março de 2020, foi diagnosticado com a doença, experiência que reforçou sua atuação no enfrentamento da crise sanitária.

Além disso, integrou o grupo técnico de transição na área da Saúde do governo federal (2023–2027), contribuindo com sua vasta experiência para o planejamento de políticas públicas nacionais. Atualmente, ocupa posições de liderança na área médica, incluindo o cargo de diretor nacional de infectologia da Rede D’Or, mantendo intensa atuação clínica, acadêmica e institucional.

Retrato de José Carlos Pachon Mateos

José Carlos Pachon Mateos

São Paulo

Filho de Carlos Pachon Sanchez e Josefa Mateos Sierra, nasceu na Espanha, em 15 de agosto de 1955. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, no ano de 1978, iniciando desde então uma trajetória marcada pela dedicação à cardiologia, com ênfase na eletrofisiologia cardíaca e na estimulação artificial.

Médico cardiologista de reconhecida atuação, consolidou-se como uma das principais referências nacionais no estudo e tratamento das arritmias cardíacas. Exerce a função de Médico-Chefe do Serviço de Marcapasso do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, onde desenvolve atividades assistenciais,

científicas e de formação de especialistas.

É Diretor do Serviço de Eletrofisiologia, Marcapasso e Arritmias do Hospital do Coração (HCor), destacando-se pela introdução e aprimoramento de técnicas inovadoras no manejo dos distúrbios do ritmo cardíaco. Atua também como Médico-Chefe do Serviço de Eletrofisiologia, Marcapassos e Arritmias que leva seu nome, além de chefiar o Serviço de Arritmias do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos.

Ao longo de sua carreira, contribuiu significativamente para o avanço da eletrofisiologia clínica no Brasil, com participação ativa em pesquisas, publicações científicas e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao tratamento de arritmias, sendo amplamente reconhecido no meio acadêmico e médico.

Por sua destacada trajetória e relevantes serviços prestados à medicina, foi agraciado com o título de Acadêmico Honorário da Academia Maranhense de Medicina.

Retrato de Carlos Thiene Cunha Pachon

Carlos Thiene Cunha Pachon

São Paulo

Nascido em São Paulo–SP, em 02 de janeiro de 1981, filho de José Carlos Pachon Mateos e Maria Zélia Cunha Pachon, graduou-se em Medicina pela Universidade de Uberaba, no ano de 2009.

Médico cárdio-arritmologista, atua como Médico Assistente no Setor de Arritmias e Marcapassos do Hospital do Coração (HCor) e do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, na cidade de São Paulo, destacando-se na área de diagnóstico e tratamento dos distúrbios do ritmo cardíaco.

Possui especialização em Cardiologia Clínica pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, sendo também especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Realizou ainda especializações em Eletrofisiologia Invasiva e em dispositivos cardíacos pelo Hospital do Coração (HCor).

É habilitado em Estimulação Cardíaca Artificial pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da SBCCV (DECA/SBCCV), consolidando sua atuação na área de terapias com dispositivos implantáveis e manejo de arritmias cardíacas.

Retrato de Fábio Biscegli Jatene

Fábio Biscegli Jatene

São Paulo

Filho de Adib Domingos Jatene e Aurice Biscegli Jatene, nasceu em São Paulo SP, em 20 de março de 1955. É casado com Silvana Pandolfi Jatene, com quem teve três filhos, Rodrigo, Guilherme e Melina, sendo também avô de Pedro, Bruno, Luiza e Antônio.

Na juventude, destacou-se como atleta de voleibol, alcançando a categoria semiprofissional, atividade que deixou ao final da graduação para dedicar-se integralmente à medicina.

Graduou-se em 1978 pela Faculdade de Medicina da Fundação Universitária do ABC. Realizou residência médica em cirurgia geral, em 1981, e em cirurgia torácica, em 1983, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Obteve o título de Doutor em Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em 1991, e conquistou a livre-docência em 1997 no Departamento de Cardiopneumologia da mesma instituição.

Em 2006, foi aprovado em concurso público para Professor Titular da disciplina de cirurgia torácica da FMUSP, sendo posteriormente transferido, em 2012, para o cargo de Professor Titular de Cirurgia Cardiovascular.

No Instituto do Coração (InCor-HCFMUSP), exerce as funções de Vice-Presidente do Conselho Diretor e Diretor da Divisão de Cirurgia Cardiovascular. Atua ainda como Vice-Chefe do Departamento de Cardiopneumologia da FMUSP, membro da

Congregação da FMUSP e do Conselho Deliberativo do Hospital das Clínicas. É membro titular da Academia Nacional de Medicina.

Sua trajetória acadêmica é marcada por expressiva produção científica, com mais de 600 artigos publicados, cerca de uma centena de capítulos de livros, além de manuais e obras editadas, sobretudo na área de cirurgia cardiovascular. Destaca-se também como inventor, com patentes registradas.

Participou ativamente da vida associativa médica, integrando diversas sociedades nacionais e internacionais, nas quais ocupou cargos de destaque, como presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, de 1997 a 1999, diretor científico da

Associação Médica Brasileira, de 1999 a 2005, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, de 2009 a 2011, e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, de 2016 a 2017.

Ao longo de sua carreira, recebeu cerca de 60 prêmios e honrarias, entre os quais a Ordem do Mérito da Saúde, na Classe Grande Oficial, em 2022, o Prêmio Péter Murányi Educação, em 2022, a Medalha Mérito Tamandaré, em 2021, e a Medalha de Mérito Oswaldo Cruz, em 2018, além de diversas premiações por trabalhos científicos.

Desde 2015, dedica-se intensamente à inovação em medicina, sendo idealizador e coordenador do InovaInCor, Núcleo de Inovação do InCor, além de Vice-Coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica do HCFMUSP. Participa como membro do Conselho Executivo da Agência USP de Inovação e do Comitê do Instituto Internacional de Inovação, da Universidade de São Paulo. Foi também responsável pela criação do CESIN, Centro de Ensino, Simulação e Inovação do InCor.

Na prática assistencial, realizou mais de 10.000 cirurgias cardiovasculares ou torácicas, sendo grande parte delas em pacientes do Sistema Único de Saúde.

Fora da medicina, dedica-se à atividade rural como criador de gado de corte, destacando-se ainda na criação de jumentos da raça Pêga, além de cultivar o hábito de cavalgadas.

A influência de seu pai, Adib Domingos Jatene, constitui marco fundamental em sua formação pessoal e profissional, herdando deste um legado de ética, conhecimento e dedicação à medicina.

Retrato de Hélio Begliomini

Hélio Begliomini

São Paulo

Nascido em 21 de março de 1955, em São Paulo, filho de Alfio Begliomini e Olga Begliomini, graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, em 1978, passando a exercer a profissão na capital paulista desde então.

Especializou-se em urologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo, onde também desenvolveu longa carreira, destacando-se na área de litíase urinária e endourologia. Possui ainda especialização em Medicina do Trabalho e título de mestre em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo.

Com intensa atuação acadêmica e científica, publicou numerosos trabalhos, capítulos de livros e artigos, além de vasta produção literária e historiográfica, incluindo centenas de biografias médicas. Participou de diversas entidades científicas nacionais e internacionais, sendo membro de destaque em várias delas, além de ter ocupado inúmeros cargos editoriais e institucionais ao longo da carreira.

Foi um dos fundadores do Instituto de Medicina Humanae Vitae (IMUVI), onde atuou por mais de três décadas como Diretor Clínico. Destaca-se também sua atuação na Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, da qual foi presidente em âmbito estadual e nacional.

Ingressou precocemente na Academia de Medicina de São Paulo, tornando-se posteriormente membro emérito, onde exerceu diversas funções diretivas. Ao longo de sua trajetória, recebeu numerosas honrarias e premiações, tanto na área médica quanto literária.

Além da atividade profissional e acadêmica, desenvolve relevante atuação cultural e comunitária, destacando-se como escritor, memorialista e participante ativo de instituições lítero-culturais, bem como por seu engajamento em atividades sociais e religiosas.

Retrato de Raul Cutait

Raul Cutait

São Paulo

Nasceu em 18 de março de 1950, na cidade de São Paulo, filho de Daher Cutait e Yvone Cutait, de origem libanesa. Graduou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo – campus São Paulo, no ano de 1973.

Foi eleito membro da Academia Nacional de Medicina em 2004, passando a ocupar a Cadeira nº 23, cujo patrono é Maciel Monteiro. Ao longo de sua trajetória, exerceu importantes funções em entidades médicas de destaque, tendo sido Presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia em 2004, Vice-Presidente da Academia Nacional de Medicina no período de 2011 a 2013, Diretor-Geral da International Society of University Colon and Rectal Surgeons entre 2014 e 2016, e 2º Vice-Presidente da Associação Latino-Americana de Coloproctologia no período de 2015 a 2017.

Retrato de Nelson Gattás

Nelson Gattás

São Paulo

Nelson Gattás nasceu em 7 de abril de 1952, na cidade de São Paulo, filho de Hafed Gattas e Salua Macul Gattas.

Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo em 1976. Na mesma instituição, concluiu Residência Médica em Urologia em 1978, obteve o título de Mestre em Urologia em 1985 e o Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Urologia em 1999.

Realizou, ainda, estágio como research fellow e pós-doutorado no Children’s Hospital Boston entre 1997 e 1999, além de estágio no Institut Mutualiste Montsouris

no ano de 2000.

Ao longo de sua carreira, consolidou atuação na área de Urologia, exercendo atividades médicas em importantes instituições hospitalares da capital paulista, como o Hospital São Paulo, o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Edmundo Vasconcelos.

Retrato de Antônio Rodrigues Braga Neto

Antônio Rodrigues Braga Neto

Rio de Janeiro

Antônio Rodrigues Braga Neto nasceu em 12 de março de 1979, em Resende (RJ), filho de Erasmo Ferreira Nunes e Maria Madalena Braga. Graduou-se em Medicina pelo Centro de Ensino Superior de Valença em 2004.

Especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia entre 2005 e 2006, obtendo o título de especialista conferido pela FEBRASGO/AMB, sendo formado sob a influência dos professores Jorge de Rezende, Carlos Barbosa Montenegro e Paulo Belfort.

Realizou sua formação acadêmica na Universidade

Estadual Paulista (UNESP), onde, em um curto intervalo de tempo, concluiu Mestrado em Obstetrícia (2007), Doutorado em Obstetrícia (2009), dois Pós-Doutorados

— o primeiro junto ao Departamento de Ginecologia e Obstetrícia (2010–2012) e o segundo no Programa de Pós-Graduação em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia (2012–2015) —, culminando com a obtenção do título de Livre-Docente em Obstetrícia em 2016. Posteriormente, conquistou também a Livre-Docência pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo em 2022.

No exterior, realizou dois Pós-Doutorados: o primeiro na Harvard Medical School, em associação com o Brigham and Women’s Hospital, sob supervisão de Ross Berkowitz e Donald Goldstein, em 2010; e o segundo no Imperial College London, no Charing Cross Hospital, sob supervisão de Michael Seckl, em 2012.

Atua como Professor de Obstetrícia na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Federal Fluminense (UFF), além de ser Professor Titular da Universidade de Vassouras. Também exerce a função de Visiting Professor na Harvard Medical School.

Coordena a Linha de Cuidado da Mulher com Doença Trofoblástica Gestacional na Maternidade Escola da UFRJ e no Hospital Universitário Antônio Pedro da UFF, onde se dedica à formação de graduandos, médicos residentes e pós-graduandos, além de orientar pesquisas em nível de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

É reconhecido nacional e internacionalmente por sua atuação no estudo e tratamento da Doença Trofoblástica Gestacional, abrangendo seus aspectos etiopatogênicos, clínicos e terapêuticos, com ênfase em medicina translacional. É líder de grupo de pesquisa cadastrado

no CNPq e responsável pelo Brazilian Network for Gestational Trophoblastic Disease Study Group.

Possui destacada atuação associativa, tendo sido Presidente da Comissão Nacional Especializada em Doença Trofoblástica Gestacional da FEBRASGO (2016–2019), diretor da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro, além de membro fundador e diretor da Sociedade Brasileira de Doença Trofoblástica Gestacional. Integra ainda a International Society for the Study of Trophoblastic Disease e a Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

Com forte interesse humanístico, dedica-se também à História da Medicina. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de História da Medicina (2014–2016) e fundador do capítulo do Rio de Janeiro da mesma instituição, onde exerceu o cargo de Secretário Executivo. Atua ainda no ensino de ética médica e relação médico-paciente.

É Acadêmico Titular da Cadeira nº 19 da Academia Brasileira de Médicos Escritores, cujo patrono é o Professor Fernando Magalhães, destacando-se na valorização da cultura médica e da tradição hipocrática.

Retrato de José Hiran da Silva Gallo

José Hiran da Silva Gallo

Rondônia

José Hiran da Silva Gallo nasceu em 13 de março de 1951, em Gana, filho de Adalberto da Costa Gallo e Maria Inácia da Silva Gallo. Graduou-se em Medicina em 1979, pela Universidade do Estado do Pará.

Possui pós-graduação lato sensu (MBA) em Gestão Empresarial de Cooperativas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), além de Doutorado e Pós-Doutorado em Bioética e Ética Médica pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em Portugal.

Médico ginecologista e obstetra, com registro no CRM-RO, desenvolveu sólida trajetória profissional, acadêmica e institucional. É Presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), tendo exercido anteriormente diversas funções na autarquia, incluindo a de diretor-tesoureiro entre 2004 e 2022. Sua atuação no CFM teve início no ano 2000, destacando-se pela intensa

participação em comissões, câmaras técnicas e na elaboração de resoluções normativas relevantes para a prática médica no Brasil.

No âmbito dos conselhos regionais, teve destacada atuação no Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (CREMERO), onde foi vice-presidente (1993–1996) e presidente por vários mandatos, entre 2002 e 2026.

Coordena o Programa Doutoral em Bioética, fruto de convênio entre o CFM e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e também a Câmara Técnica de Bioética do Conselho Federal de Medicina. É editor científico da Revista Bioética, reconhecida internacionalmente na área.

Participou ativamente da elaboração de importantes normativas da medicina brasileira, com destaque para as resoluções que regulamentam a reprodução assistida no país, bem como para as revisões do Código de Ética Médica, consolidadas nas Resoluções CFM nº 1.931/2009 e nº 2.217/2018.

No campo acadêmico, é docente voluntário da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e membro de instituições como a Academia de Medicina de Rondônia e a Academia Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, onde ocupa a Cadeira nº 8. É também vice-presidente da Sociedade Brasileira de Bioética Médica.

Ao longo de sua trajetória, exerceu funções de gestão na área da saúde, tendo sido diretor do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e da Maternidade Darcy Vargas, além de atuar na Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia e como superintendente da Unimed Porto Velho.

Reconhecido por sua contribuição à medicina e à bioética, recebeu diversas honrarias, entre elas o Prêmio

Nacional Professor Luís Archer, da Universidade do Porto, e as comendas “Grandes Professores” (CREMERO), “Ordem da Estrela do Acre” e “Ordem do Mérito Médico”, esta última concedida pela Presidência da República.

Autor de artigos científicos, capítulos de livros e da obra Gravidez na Adolescência: Reflexão Ético-social, também atua como colaborador em veículos de comunicação, abordando temas relacionados à saúde e à ética médica.

Residente em Porto Velho (RO), é casado com Élida Gallo, médica cardiologista, com quem tem dois filhos, Hiran Filho e Daniele, e um neto, Ian.

Retrato de Kodi Edson Kojima

Kodi Edson Kojima

São Paulo

Kodi Edson Kojima, também referido como Kodi Kojima, nasceu em 20 de julho de 1962, na cidade de Pirajuí, filho de Eiichi Kojima e Shinobo Kojima. Graduou-se em Medicina pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho em 1985.

Posteriormente, obteve o título de Mestre pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP e concluiu o Doutorado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Médico ortopedista, é membro de diversas sociedades científicas, entre as quais a Sociedade Brasileira de Artroscopia e a Sociedade Brasileira de Trauma Esportivo, além de ser membro fundador da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo.

Ao longo de sua trajetória, ocupou cargos de destaque, tendo sido Presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico e da AO Trauma International, além de ter atuado como Presidente da Comissão Internacional de Educação da Fundação AO, organização internacional sem fins lucrativos voltada ao desenvolvimento da cirurgia do sistema musculoesquelético.

Atualmente, exerce a função de Chefe do Grupo de Trauma Ortopédico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Retrato de Phillip Steinberg

Phillip Steinberg

São Paulo

Phillip Scheinberg nasceu em 17 de janeiro de 1971, nos Estados Unidos. É filho de Morton Aaron Scheinberg e Cecilia Scheinberg. Graduou-se em Medicina pela Universidade Santo Amaro, em 1995, dando início a uma sólida trajetória acadêmica e profissional na área da Hematologia.

Realizou residência em Clínica Médica pela Universidade de São Paulo e, posteriormente, especializou-se em Clínica Médica pelo Mount Sinai Medical Center, nos Estados Unidos. Deu continuidade à sua formação no National Heart, Lung and Blood

Institute (NHLBI), vinculado ao National Institutes of Health (NIH), onde se especializou em Hematologia e Oncologia. Nos Estados Unidos, obteve títulos nas áreas de Clínica Médica, Hematologia e Oncologia, além de certificação pelo American Board of Internal Medicine, consolidando reconhecimento internacional em sua especialidade.

Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo, destacou-se pelo desenvolvimento de protocolos clínicos nas áreas de falência medular e imunologia tumoral, contribuindo significativamente para o avanço científico e terapêutico nessas áreas. Após 15 anos de atuação nos Estados Unidos, retornou ao Brasil, assumindo a posição de Chefe da Hematologia no Centro de Oncologia e Hematologia da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, onde exerce relevante papel na assistência, pesquisa e formação médica.

Phillip Scheinberg é membro, com o título de “Fellow”, do American College of Physicians, distinção que reconhece sua excelência profissional e contribuição à medicina. Em 2023, foi reconhecido em estudo conduzido pela Universidade de Stanford como um dos cientistas mais influentes do mundo, reafirmando sua relevância no cenário científico internacional.

Retrato de Jerusa Smid

Jerusa Smid

São Paulo

Jerusa Smid nasceu em 29 de julho de 1977, no município de Atibaia. Filha de Francisco Smid Junior e Jeane Rabaneda Lopes Smid, graduou-se em Medicina no ano de 2000 pela Universidade de São Paulo, no campus da capital paulista.

Realizou residência médica em Neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde também se especializou em Neurologia Cognitiva e do Comportamento. Prosseguindo sua formação acadêmica, obteve o título de Doutora em Neurologia pela mesma instituição, consolidando sua trajetória na área.

Atua como neurologista no Ambulatório de

Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Hospital das Clínicas da FMUSP, além de integrar a equipe médica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Também compõe o corpo clínico de importantes hospitais da capital paulista, como o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês, destacando-se por sua atuação na área de neurologia, com ênfase em cognição e comportamento.

Retrato de José Rodrigues Pereira

José Rodrigues Pereira

São Paulo

Médico pneumologista com destacada atuação na área de oncologia torácica, consolidando uma trajetória profissional marcada pelo compromisso com a assistência, a pesquisa clínica e o desenvolvimento institucional na medicina brasileira.

Atualmente, exerce o cargo de Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Cancerologia Torácica (IBCT), além de atuar como Diretor Técnico do Grupo de Assistência Médica e Prestação de Serviços (GRAM). Sua liderança também se estende à coordenação do Grupo Paulistano de Apoio ao Tratamento do Câncer de Pulmão, onde contribui para o fortalecimento de estratégias multidisciplinares voltadas ao cuidado de pacientes com neoplasias pulmonares.

No campo associativo e científico, é membro diretor do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT), participando ativamente da promoção de avanços na área. Integra o corpo clínico da Beneficência Portuguesa, onde atua como pneumologista, e possui relevante histórico de atuação em instituições de referência. Foi coordenador do Grupo Oncológico do Hospital São Camilo – Unidade Ipiranga, coordenador do Ambulatório de Oncopneumologia da Disciplina de Pneumologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) e coordenador do Departamento de Oncopneumologia do Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho.

Com significativa experiência em pesquisa clínica, participou de aproximadamente 30 estudos, contribuindo para o avanço do conhecimento científico na área de pneumologia e oncologia torácica.

É membro fundador da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), além de ser filiado a importantes entidades médicas nacionais, como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, a Associação Médica Brasileira, a Sociedade Brasileira de Clínica Médica e a Sociedade Brasileira de Pesquisa Clínica.

Retrato de Alexandre Saad Feres Lima Pompeo

Alexandre Saad Feres Lima Pompeo

São Paulo

Alexandre Saad Feres Lima Pompeo nasceu em 27 de setembro de 1980, na cidade de São Paulo. É filho de Antonio Carlos Lima Pompeo e Ana Maria Saad Feres Lima Pompeo. Graduou-se em Medicina pela Universidade Santo Amaro, no ano de 2005, dando início a uma sólida trajetória na área da urologia.

Especialista em urologia com ênfase em uro-oncologia, possui formação em cirurgia robótica pela Universidade do Colorado, onde também realizou fellowship, ampliando sua expertise em técnicas minimamente invasivas e no tratamento cirúrgico de neoplasias urológicas.

Atualmente, exerce importante atuação acadêmica e

assistencial como médico urologista e assistente da Faculdade de Medicina do ABC, contribuindo para a formação de novos profissionais. Coordena núcleos de uro-oncologia em instituições de referência, como o HCor, a Beneficência Portuguesa de São Paulo e o Hospital Sírio-Libanês, onde desenvolve atividades voltadas ao diagnóstico e tratamento do câncer urológico.

Integra ainda o Grupo de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC, mantendo forte vínculo com a prática acadêmica e científica. Atua também junto ao Centro de Oncologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo, consolidando sua participação em equipes multidisciplinares de alta complexidade.

Retrato de Amanda Guerra de Moraes Rego Souza

Amanda Guerra de Moraes Rego Souza

São Paulo

Amanda Guerra de Moraes Rego Souza nasceu em 22 de janeiro de 1952, na cidade de São Paulo. É filha de Nereu Cesar de Moraes e Armanda Maria Guerra de Moraes. Graduou-se em Medicina pela Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo, no ano de 1975.

Especialista em Cardiologia, com ênfase em hemodinâmica e cardiologia intervencionista, realizou especialização em Cardiologia e Ecocardiografia no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia em 1979. Obteve o título de Doutora em Cardiopneumologia pela Universidade de São Paulo em 1996, mesma instituição na qual conquistou o título de Livre-Docente em 1999. Em reconhecimento à sua excelência

profissional, tornou-se Fellow do American College of Cardiology no mesmo ano de seu doutorado.

Sua trajetória no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia é marcada por progressiva liderança: foi Chefe da Seção de Angioplastia Coronária (1983–1991), Diretora do Serviço de Cardiologia Invasiva (1991–2002), Diretora da Divisão de Diagnóstico e Terapêutica (2002–2009) e Diretora Geral da instituição (2009–2017), período em que também presidiu seu Conselho Gestor. Paralelamente, desempenhou funções de destaque na Fundação Adib Jatene, onde atuou como membro do Conselho Curador, Diretora Médica e, posteriormente, Presidente dos Conselhos Curador e Consultivo.

No Hospital do Coração, exerceu a função de vice-diretora do Instituto de Ensino e Pesquisa e gestora do Serviço de Hemodinâmica entre 2005 e 2017, consolidando sua atuação na formação de profissionais e na assistência de alta complexidade.

No âmbito acadêmico, é Professora de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo desde 2000, tendo ocupado diversos cargos na estrutura universitária, incluindo membro titular do Conselho de Pós-Graduação e do Conselho Universitário. Atuou ainda como assessora científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e é bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Integra também a governança da Agência USP de Inovação e, desde 2015, participa da Câmara Técnica de Cardiologia do Conselho Federal de Medicina.

Destaca-se amplamente na atividade associativa. Filiada à Sociedade Brasileira de Cardiologia desde 1979, foi revisora dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia e presidiu o LXXII Congresso Brasileiro de

Cardiologia em 2017. Na Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, foi Diretora de Publicações e Presidente (1993–1995), tornando-se a primeira mulher a ocupar esse cargo. Também é sócia da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, onde fundou e dirigiu a Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC), e sócia fundadora da Sociedade Latino-Americana de Cardiologia Intervencionista, presidindo seu registro científico por mais de uma década.

Com expressiva produção científica, publicou 355 artigos em periódicos especializados e mais de 1.800 trabalhos em anais de eventos, além de ter organizado 29 livros e contribuído com 106 capítulos. Participou como palestrante convidada em cerca de 700 eventos no Brasil e no exterior, organizando ainda dezenas de encontros científicos. Orientou 18 teses de doutorado e esteve envolvida em mais de 130 projetos de pesquisa, sendo coordenadora de diversos deles.

Ao longo de sua carreira, recebeu 155 prêmios e homenagens, consolidando-se como uma das mais influentes cardiologistas do país, com contribuição marcante para o avanço da cardiologia intervencionista, da pesquisa científica e da formação médica no Brasil.

Rio de Janeiro

Retrato de Antônio Egídio Nardi

Antônio Egídio Nardi

Rio de Janeiro

Antônio Egídio Nardi nasceu em 15 de dezembro de 1959, na cidade do Rio de Janeiro, filho de Felice Nardi e Domingas Rosaria Gioia Nardi. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1984, formação posteriormente reconhecida pela Universidade de Lisboa, em 2021. Na mesma instituição, concluiu o mestrado em 1989 e o doutorado em Psiquiatria em 1992.

Realizou pós-doutorado em Fisiologia Respiratória no

Laboratório de Fisiologia da Respiração do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (1997–1998) e obteve o título de Livre-Docente em Psiquiatria pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro em 2004.

Professor Titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 2010, desenvolve pesquisas de destaque nas áreas de transtorno de pânico, depressão resistente e terapêuticas psiquiátricas. É fundador e coordenador do Laboratório de Pânico e Respiração e do Ambulatório de Depressão Resistente do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, contribuindo significativamente para o avanço científico e assistencial nessas áreas.

Exerceu papel central na formação acadêmica ao coordenar o Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental da UFRJ entre 1998 e 2017, sendo novamente eleito para o período de 2022 a 2026. Posteriormente, assumiu a chefia do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da UFRJ (2022–2029). Atua também como Professor Visitante em instituições internacionais, como a Università degli Studi di Cagliari, desde 2017, e a Università degli Studi di Firenze, desde 2020.

No campo institucional, é Presidente da Academia Nacional de Medicina para o biênio 2026–2028, tendo sido anteriormente Primeiro Vice-Presidente em diferentes mandatos e membro titular desde 2012. Integra ainda a Academia Brasileira de Ciências, a Academia Brasileira de Medicina Militar e diversas academias médicas nacionais e internacionais, sendo membro honorário de entidades como a Academia Maranhense de Medicina. No cenário internacional, é International Distinguished Fellow da American

Psychiatric Association, membro do Policy Advice Committee da Interacademy Partnership (2025–2028) e integrante da The World Academy of Sciences.

Destaca-se também como Editor-Chefe do Brazilian Journal of Psychiatry e editor associado de diversas revistas científicas nacionais e internacionais. É pesquisador do programa “Cientista do Nosso Estado” da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), com atuação prevista até 2030.

Com expressiva produção científica, publicou mais de 980 artigos em periódicos especializados, mais de 85 capítulos de livros, além de ser autor de mais de 10 livros e organizador de outros 18. Na formação de recursos humanos, orientou 24 pesquisadores em nível de pós-doutorado, 45 teses de doutorado e 45 dissertações de mestrado.

Retrato de Eliete Bouskela

Eliete Bouskela

Rio de Janeiro

Eliete Bouskela nasceu em 15 de fevereiro de 1950, na cidade de Uberlândia, filha de Elie Bouskela e Laura de Melo Bouskela. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1973. Na mesma instituição, concluiu o mestrado em Biofísica (1975) e o doutorado em Fisiologia (1978). Realizou pós-doutorado na Universidade de Lund, na Suécia.

Iniciou sua trajetória acadêmica ainda em 1969, no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, desenvolvendo estudos experimentais com modelos de perfusão cardíaca. Posteriormente, realizou estágio e atuação acadêmica no Department of Physiology and Biophysics da Universidade de Lund, onde foi Professora Visitante e, após obtenção de título equivalente à docência, tornou-se Professora Associada.

É Professora Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com destacada atuação na área de Fisiologia Cardiovascular, especialmente em microcirculação. Coordena o Laboratório de Pesquisas Clínicas e Experimentais em Biologia Vascular (BioVasc) e fundou, em 1994, o Laboratório de Pesquisas em Microcirculação (LPM) da UERJ, desenvolvendo pesquisas sobre disfunção microvascular e endotelial como preditores precoces de doenças cardiovasculares.

Exerceu importantes funções na gestão científica, incluindo Diretora Científica e Presidente do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). É pesquisadora nível 1B do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e integrante do programa Cientista do Nosso Estado.

No campo acadêmico e institucional, foi Presidente da Academia Nacional de Medicina no biênio 2024–2026, sendo membro titular da entidade. Integra também a Academia Brasileira de Ciências e a European Academy of Sciences and Arts. Em 2008, tornou-se membro da Academia Nacional de Medicina da França, sendo a primeira mulher brasileira a alcançar tal distinção em uma das mais tradicionais academias médicas do mundo.

Possui intensa participação editorial, integrando conselhos de periódicos internacionais como Microvascular Research e Microcirculation, além de atuar como revisora de importantes revistas científicas nas áreas de fisiologia, farmacologia e medicina cardiovascular.

Com ampla experiência em pesquisa clínica e experimental, dedica-se a temas como obesidade, resistência à insulina, choque séptico e hemorrágico, e

métodos não invasivos para detecção precoce de risco cardiovascular. Ao longo de sua carreira, contribuiu significativamente para o avanço do conhecimento em microcirculação e biologia vascular.

Sua trajetória é marcada pela excelência acadêmica, liderança científica e pioneirismo, destacando-se como uma das mais importantes pesquisadoras brasileiras na área de fisiologia cardiovascular.

Retrato de Selma Maria Bezerra

Selma Maria Bezerra

Rio Grande do Norte

Selma Maria Bezerra Jerônimo nasceu em 3 de abril de 1959, no município de Serra Negra do Norte, no estado do Rio Grande do Norte, filha de Osvaldo Jerônimo da Silva e Dulcimar Jerônimo de Medeiros. Construiu uma sólida trajetória acadêmica e científica, destacando-se como uma das principais pesquisadoras brasileiras nas áreas de doenças infecciosas, imunogenética e epidemiologia.

Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1986, instituição na qual também consolidaria sua carreira docente e científica. Possui mestrado e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo, além de formação complementar internacional, incluindo pós-doutorado pela University of Virginia. Também realizou especialização em Doenças

Infecciosas na mesma instituição e mestrado em Epidemiologia Clínica pelo Weill Cornell Medical College, nos Estados Unidos.

Professora titular do Departamento de Bioquímica da UFRN, Selma Jerônimo exerce papel de destaque na formação de recursos humanos, tendo orientado dezenas de alunos em níveis de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Atua ainda como diretora do Instituto de Medicina Tropical do Rio Grande do Norte e como professora adjunta na University of Iowa, mantendo intensa colaboração internacional com instituições como a própria University of Virginia, University of Iowa, Johns Hopkins University e Weill Cornell Medical College.

Sua produção científica é expressiva, com mais de 140 artigos publicados em revistas indexadas e 15 capítulos de livros. Suas pesquisas abrangem temas como glicosaminoglicanos em neoplasias, imunogenética e epidemiologia da leishmaniose, epidemiologia da leptospirose no Rio Grande do Norte e genética de doenças infecciosas, contribuindo significativamente para o avanço do conhecimento nessas áreas.

Ao longo de sua carreira, recebeu importantes reconhecimentos, entre eles o International Impact Award da University of Iowa, a Medalha “Amigo da Marinha”, a Comenda Saúde em Destaque Andrew Samuel, a Comenda Professor Onofre Lopes e a Medalha do Mérito Governador Dinarte Mariz, concedida pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte. Foi também agraciada com a Medalha Nacional do Mérito Científico – Classe Comendador, outorgada pelo Governo Federal.

Selma Jerônimo exerceu funções de liderança científica, tendo sido presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular e secretária da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Atualmente, ocupa a presidência da Federação Brasileira de Academias de Medicina, consolidando sua relevância no

cenário científico e institucional do país.

Além da pesquisa, destaca-se por seu compromisso com atividades de extensão, especialmente na interface entre educação e saúde, área na qual tem se dedicado com maior ênfase desde 2014, contribuindo para o impacto social da ciência e para a melhoria das condições de saúde pública.

Retrato de Achiléa Cândida Lisboa Bittencourt

Achiléa Cândida Lisboa Bittencourt

Bahia

Achiléa Cândida Lisboa Bittencourt nasceu em 6 de agosto de 1933, no município de Cururupu, no estado do Maranhão, filha de Achilles de Faria Lisboa e Affife Chuquia Lisboa. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Bahia em 1957, instituição na qual construiu uma carreira acadêmica de grande relevância, tornando-se posteriormente Professora Emérita.

Médica patologista, doutorou-se em Anatomia Patológica pela própria UFBA em 1984. Destacou-se amplamente na área, com atuação marcante em Anatomia Patológica e Dermatopatologia, especialmente em pesquisas relacionadas a linfomas cutâneos, leucemia/linfoma de células T do adulto e doenças infantojuvenis associadas ao vírus HTLV-1.

Após sua aposentadoria, em 1990, iniciou de forma voluntária uma linha pioneira de investigação sobre a transmissão vertical do HTLV-1, vírus da mesma família do HIV. Seu trabalho teve grande impacto científico e social, contribuindo para a compreensão das manifestações clínicas e epidemiológicas da infecção.

Em 1992, organizou e passou a coordenar dois importantes grupos de pesquisa: um voltado às manifestações pediátricas da infecção pelo HTLV-1 e outro dedicado ao estudo de leucemia e linfoma de células T do adulto. Posteriormente, ampliou suas atividades com a criação de grupos certificados pelo CNPq, voltados aos linfomas associados a vírus e às manifestações infantojuvenis do HTLV-1 na Bahia.

Ao longo de sua trajetória, Dra. Achiléa Bittencourt teve papel fundamental na disseminação do conhecimento sobre o HTLV-1, participando de conferências e encontros científicos nacionais e internacionais, além de contribuir com artigos e capítulos de livros. Sua produção científica consolidou-se como referência na área.

Reconhecida por sua excelência acadêmica e científica, recebeu diversos títulos e distinções, entre eles o de Professora Emérita da UFBA e o de membra emérita da Sociedade Brasileira de Patologia. Em 2022, foi agraciada com o IRVA Clinical Award, em reconhecimento à sua contribuição internacional para o estudo de doenças associadas a vírus.

Atualmente, é professora aposentada da Universidade Federal da Bahia e atua como pesquisadora sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mantendo-se ativa na investigação científica.

Retrato de José Andrade Moura Neto

José Andrade Moura Neto

Bahia

José Andrade Moura Neto nasceu em 24 de fevereiro de 1988, em Salvador, Bahia, filho de José Andrade Moura Junior e Maria do Socorro de Queiroz Moura. Graduou-se em Medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública em 2011, iniciando desde então uma trajetória de destaque na área da nefrologia.

Realizou residência em Clínica Médica no Hospital das Forças Armadas, no Rio de Janeiro (2012–2014), e especializou-se em Nefrologia (2014–2016) e Transplante Renal (2016–2017) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Complementou sua formação com MBA em Saúde pela Fundação Getulio Vargas (2014–2016) e mestrado em Administração pela EBAPE/FGV (2016–2017). Em 2017, obteve o título de especialista pela

Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Entre 2020 e 2022, conquistou importantes reconhecimentos internacionais, incluindo os títulos de Fellow da American Society of Nephrology (FASN) e do Royal College of Physicians (FRCP – London), consolidando sua projeção no cenário científico global.

Na atuação institucional, exerceu papel de liderança na nefrologia brasileira. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia no biênio 2023–2024, tendo anteriormente ocupado os cargos de Vice-Diretor do Departamento de Diálise da SBN (2019–2020), Presidente da Sociedade Baiana de Nefrologia (2020–2022) e Vice-Presidente da Região Nordeste da SBN (2021–2022). Durante esse período, teve participação ativa em iniciativas estratégicas, como a elaboração de diretrizes durante a pandemia de COVID-19, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e a coordenação de projeto nacional voltado à erradicação do vírus da hepatite C em unidades de diálise, em colaboração com a Sociedade Brasileira de Hepatologia e o Instituto Brasileiro do Fígado.

No âmbito científico e acadêmico, integrou a Comissão Científica dos Congressos Brasileiros de Nefrologia (2020 e 2022) e foi membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (2022–2023). Internacionalmente, é membro do conselho diretor da International Society for Hemodialysis (2022–2027), participou do Abstract Working Group do Congresso Mundial de Nefrologia (WCN Kuala Lumpur, 2022) e integrou o grupo de trabalho do Kidney Disease Improving Global Outcomes (2022–2024), voltado à elaboração de diretrizes para anemia na doença renal crônica.

Destaca-se também por sua produção editorial e científica. É editor de obras internacionais como Renal Replacement Therapy: Controversies and Future Trends (2018), Nephrology Worldwide (2021) e Issues in Kidney Disease – Dialysis (2021), além de livros nacionais como Terapia Renal Substitutiva 2 (2019) e Condutas em Nefrologia Clínica e Diálise (2022). Atuou como editor de seção do Brazilian Journal of Nephrology (2018–2021), além de editor associado do Blood Purification e editor de Visual Abstracts do Clinical Journal of the American Society of Nephrology.

Até 2023, contabilizava mais de 50 publicações científicas e cerca de 600 citações no Google Scholar, consolidando sua contribuição para a literatura médica. Participou ainda do Programa de Jovens Lideranças da Academia Nacional de Medicina (2018–2023), no qual organizou simpósios e publicou trabalhos nos Anais da instituição.

Além de sua atuação acadêmica e científica, exerce a prática clínica como médico nefrologista em Salvador, sendo sócio-diretor de centros de terapia renal substitutiva na Bahia e no Ceará.

Retrato de Osvandré Luiz Canfield Lech

Osvandré Luiz Canfield Lech

Rio Grande do Sul

Osvandré Luiz Canfield Lech nasceu em 31 de janeiro de 1956, na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, filho de João Lech e Almery Canfield Lech. Foi educado integralmente em sua cidade natal, onde realizou sua formação básica e superior, graduando-se em Medicina pela Universidade de Passo Fundo em 1979. Desde cedo, demonstrou vocação para a ortopedia, iniciando sua trajetória como estagiário no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) no mesmo ano de sua formatura, tornando-se, em 1980, o primeiro médico residente da instituição junto ao Hospital São Vicente de Paulo.

Realizou formação internacional em centros de excelência. Entre 1982 e 1983, especializou-se em cirurgia da mão e microcirurgia em Louisville, Kentucky (EUA),

sob a orientação de Harold Kleinert e sua equipe. Posteriormente, em 1986, aprofundou seus conhecimentos em cirurgia do ombro e cotovelo na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, com Charles Neer e Louis Bigliani. Com bolsas da Fundação Rotária e da Japanese International Cooperation Agency (JICA), visitou importantes centros médicos nos Estados Unidos, Europa e Japão, consolidando uma formação de caráter global.

Ao longo de sua carreira, manteve forte vínculo com o ensino e a pesquisa, contribuindo significativamente para o desenvolvimento científico da ortopedia no Rio Grande do Sul e no Brasil. Foi chefe da Residência Médica em Ortopedia entre 1991 e 2016 e atua como professor da Universidade de Passo Fundo. Também liderou o treinamento de pós-residência no Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, formando diversas gerações de especialistas.

No campo institucional, teve destacada atuação na ortopedia gaúcha e brasileira. Presidiu a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Rio Grande do Sul (SBOT-RS), além de importantes eventos científicos, como o Congresso Sul-Brasileiro de Ortopedia, em Gramado (2001), e o 40º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, em Porto Alegre (2008), este último com expressiva participação e resultados históricos. Foi pioneiro na modernização da comunicação institucional, introduzindo o formato de revista para o informativo da entidade e promovendo o resgate histórico da especialidade com a obra História da Ortopedia Gaúcha.

Em âmbito nacional, ocupou diversos cargos diretivos na Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), culminando com sua presidência em 2011, período marcado por significativa reestruturação e

profissionalização da entidade. Nesse mesmo ano, instituiu a Comissão de História da Ortopedia Brasileira e criou o Mérito Ortopédico “Nicholas Andry”, homenagem anual a profissionais de destaque. Foi o terceiro médico gaúcho a presidir a SBOT, sucedendo nomes como Luiz Guerra Blessmann e Elias Kanan.

Participou de corpos editoriais de periódicos de prestígio, como o Bone and Joint Journal (Inglaterra) e os periódicos norte-americanos Journal of Shoulder and Elbow Surgery e Journal of Shoulder and Elbow Arthroplasty. É também membro-fundador da World Orthopaedic Alliance, sediada em Pequim, e contribuiu para a criação de acordos internacionais de formação para médicos brasileiros.

Desde 1996, é membro da Academia Passo-Fundense de Letras, onde ocupa a cadeira nº 28, tendo presidido a instituição entre 2012 e 2013. É também membro-fundador e vice-presidente da Academia Passo-Fundense de Medicina. Organizou um importante acervo de livros médicos raros, atualmente com cerca de

2.500 exemplares, e mantém produção constante de textos em jornais e revistas.

Na vida pessoal, é casado com Marilise, doutora em Educação, professora da Universidade de Passo Fundo e também integrante da Academia de Letras. É pai de Graciela, especialista em gestão e marketing digital, e de Leonardo, médico. Mesmo com uma carreira marcada por reconhecimento nacional e internacional, sempre preservou uma vida familiar simples e sólida, mantendo suas raízes em Passo Fundo.

Com mais de quatro décadas de atuação profissional, Osvandré Lech segue em plena atividade, conciliando consultório e cirurgias nas cidades de Passo Fundo e Porto Alegre, sendo reconhecido como um dos

principais nomes da ortopedia brasileira, especialmente nas áreas de cirurgia do ombro e da mão.

Acadêmicos Correspondentes

Filomena Regina Barbosa Gomes Galas• São Paulo

Filomena Regina Barbosa Gomes Galas nasceu em 12 de julho de 1963, filha de Antonio Ives Oliveira Gomes e Teresinha de Jesus Barbosa Gomes. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Maranhão, em 1988.

Realizou residência médica em Anestesiologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e obteve o Título de Especialista em Terapia Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Sua atuação concentra-se nas áreas de Anestesiologia e Terapia Intensiva Cirúrgica, com ênfase em cuidados intensivos cardiológicos e suporte avançado de vida.

É Professora Associada da Disciplina de Anestesiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e Supervisora do Serviço de Anestesiologia e da Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (InCor HCFMUSP), onde também supervisiona o Programa de Complementação Especializada em Unidade de Terapia Intensiva Cirúrgica e Anestesiologia.

Atua, ainda, como Coordenadora da UTI Cardiológica e Anestesiologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. É orientadora do Programa de Pós-Graduação em Anestesiologia da FMUSP e Vice-Coordenadora da Liga de Anestesiologia, Dor e Terapia Intensiva da mesma instituição.

Integra importantes entidades científicas nacionais e internacionais, sendo membro da Extracorporeal Life Support Organization (ELSO), da Sociedade Paulista de Terapia Intensiva (SOPATI) e da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA). Participa, também, de equipe especializada junto a estabelecimentos de saúde para a retirada e realização de transplantes de coração (adulto e infantil) e de pulmão, conforme portarias da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Retrato de César Eduardo Fernandes

César Eduardo Fernandes

São Paulo

César Eduardo Fernandes nasceu em 1º de outubro de 1950, em Araçatuba, no estado de São Paulo, filho de Manoel Fernandes Romera e Joana Aparecida Fernandes. Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em 1975.

Realizou residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na Santa Casa de São Paulo, concluída em 1979. Prosseguiu sua formação acadêmica com Mestrado (1994) e Doutorado (1996) em Tocoginecologia pela mesma instituição, além de obter o título de Livre-Docente pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

É Professor Titular de Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André (SP), desde 2011, destacando-se por sua atuação no ensino, pesquisa e formação de especialistas. Ao longo de sua carreira, consolidou experiência na área de Ginecologia e

Obstetrícia, com ênfase em endocrinologia ginecológica, climatério, sexualidade, contracepção, menopausa, osteoporose e reprodução humana.

Exerceu importantes funções de liderança em entidades médicas de destaque no país. Foi Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) no mandato de 2021 a 2023. Presidiu também a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) entre 2016 e 2019, permanecendo posteriormente como Diretor Científico (2020–2023). Atuou como Presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) por dois mandatos (2010–2011 e 2012–2013) e da Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC), também por dois mandatos (1997–2000 e 2000–2003), tendo ainda exercido a presidência de seu Conselho Científico por cinco mandatos.

É Membro Titular da Academia de Medicina de São Paulo, desde dezembro de 2022, e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), também desde 2022.

Pedro Henrique Miranda Fonseca

Pedro Henrique Miranda Fonseca nasceu em Cururupu, MA, em 15 de março de 1958, onde permaneceu até 1974, mudando-se para São Luís, onde cursou o segundo grau e, posteriormente, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Fez o internato, que corresponde ao 6º ano, no Rio de Janeiro, em 1982, no Hospital Central da Aeronáutica.

Retornou a São Luís para colar grau e depois ao Rio para um estágio no Hospital São Vicente de Paulo, iniciando suas atividades profissionais. Em 1994, ingressou no Serviço Público Estadual por concurso como clínico, onde está até hoje. Em 1997, participou da fundação da Sociedade Brasileira de História da Medicina, tornando-se Membro Fundador. A História sempre o atraiu, principalmente, a da Medicina. Publicou seus primeiros

textos sobre esse assunto no suplemento Cultural do Jornal da Associação Paulista de Medicina, na década de 1990. A partir de 2020, passou a colaborar regularmente com alguns periódicos, como Jornal Pequeno de São Luís e o jornal online Tempo News. Bibliófilo, musicológo, amante das artes, fã de Beethoven e Pixinguinha, Mozart e Noel Rosa, Mendelssohn e Dorival Caymi, Haendel e Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos, Paganini, Ary Barroso, Ernesto Nazareth, entre outros. Filatelista, infectologista, prefere Jung a Freud, é sensível, curioso e observador. Gosta de livros, música e teatro. Lançou Recortes: Colaborações para a imprensa em 2023 pela Ibis Libris; em 2024 Rio de Janeiro século XIX: Algumas achegas pela mesma editora e em 2025 Rio de Janeiro: A urbe oitocentista, pela Editora Cajuína.

Acadêmicos Beneméritos

Personalidades reconhecidas pela Academia por serviços relevantes prestados à instituição e à saúde no Maranhão.

Jackson Kepler Lago

Jackson Kepler Lago nasceu em 1º de novembro de 1934, em Pedreiras, filho de José de Ribamar Carvalho Lago e Neuza Garcez Lago. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, no ano de 1962. Médico dedicado, destacou-se como pioneiro na realização de cirurgias torácicas no sistema público de saúde do Maranhão, além de exercer atividades docentes no curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão. Sua atuação clínica incluiu instituições como o Sanatório Getúlio Vargas e o Hospital Presidente Dutra.

Na política, iniciou sua trajetória na década de 1960, engajando-se em movimentos contra a ditadura militar. Posteriormente, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista, ao lado de Leonel Brizola Ao longo de sua carreira, ocupou cargos importantes, como secretário

municipal e estadual de saúde, além de deputado estadual.

Jackson Lago teve forte protagonismo na política maranhense ao ser eleito prefeito de São Luís por três mandatos (1989–1992, 1997–2000 e 2001–2002). Suas

gestões foram marcadas por avanços nas áreas de educação, saúde, infraestrutura e participação popular, sendo reconhecido nacionalmente pela qualidade administrativa.

Em 2006, foi eleito governador do Maranhão, assumindo o cargo em 2007. Seu governo, no entanto, foi interrompido em 2009, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que cassou seu mandato por abuso de poder político. Apesar da controvérsia, sua trajetória permaneceu relevante no cenário político estadual.

Em 2010, voltou a disputar o governo do estado, mas não obteve êxito. Ao longo de sua vida, manteve postura combativa e engajada, sendo uma das principais lideranças políticas do Maranhão em sua época.

Jackson Lago faleceu em 4 de abril de 2011, em São Paulo, aos 76 anos, em decorrência de complicações respiratórias associadas a um câncer de próstata contra o qual lutava desde 2004.

Retrato de Conceição de Maria Carvalho de Andrade

Conceição de Maria Carvalho de Andrade

Conceição de Maria Carvalho de Andrade nasceu em 8 de maio de 1956, em São Luís. Advogada formada pela Universidade Federal do Maranhão, destacou-se como importante liderança política no Maranhão, com atuação marcante no Legislativo e no Executivo estadual e municipal.

Iniciou sua trajetória política na década de 1970, vinculada ao Movimento Democrático Brasileiro. Em 1986, foi eleita deputada estadual pelo PMDB, participando ativamente do processo de elaboração da primeira Constituição do Estado do Maranhão após o período da ditadura militar, contribuindo para a redemocratização e fortalecimento das instituições estaduais.

Em 1990, candidatou-se ao governo do Maranhão pela coligação “Frente Popular do Maranhão”, formada por partidos como PSB, PT e PCdoB. Dois anos depois, em 1992, foi eleita prefeita de São Luís pelo Partido Socialista Brasileiro, tornando-se a segunda mulher a governar a capital maranhense. Sua gestão foi marcada pela implementação de importantes políticas públicas, como o programa de meia-passagem estudantil, a criação de terminais de integração do transporte coletivo e a melhoria das feiras livres.

Após encerrar seu mandato em 1º de janeiro de 1997, retornou ao interior do estado, onde passou a atuar como advogada de trabalhadores rurais junto ao ITERMA. Posteriormente, fundou a Pads Assessoria de Desenvolvimento Social, com atuação voltada tanto para a capital quanto para o interior do Maranhão.

Ao longo de sua carreira pública, ocupou diversos cargos administrativos, entre eles o de secretária de Agricultura no início do governo de José Reinaldo Tavares, além de funções como Gerente de Desenvolvimento Regional de Itapecuru, Secretária de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário (SEAGRO), Secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SEDAGRO) e Secretária Adjunta de Projetos Especiais da Secretaria de Estado de Educação.

Retrato de Roseana Macieira Sarney Murad

Roseana Macieira Sarney Murad

Roseana Macieira Sarney Murad nasceu em 1º de junho de 1953, em São Luís. Socióloga formada pela Universidade de Brasília, é uma das principais lideranças políticas do Maranhão, com trajetória marcada pela atuação nos poderes Executivo e Legislativo.

Filha do ex-presidente da República José Sarney e de Marly Sarney, pertence a uma tradicional família da política brasileira. É irmã do ex-deputado federal Sarney Filho e do empresário Fernando Sarney. Foi casada com o empresário e político Jorge Murad Júnior, com quem

adotou uma filha.

Iniciou sua carreira política ao ser eleita deputada federal em 1990, pelo então PFL. Posteriormente, consolidou-se como uma das figuras mais influentes do estado ao ser eleita governadora do Maranhão em 1994, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo por meio do voto direto. Foi reeleita em 1998, sendo também a primeira mulher a conquistar a reeleição no estado.

Em 2002, renunciou ao governo para disputar a Presidência da República, chegando a figurar entre os principais nomes nas pesquisas eleitorais, mas desistiu da candidatura após o episódio conhecido como “Caso Lunus”. No mesmo ano, foi eleita senadora pelo Maranhão. Retornou ao governo estadual em 2009, Em 2010, foi novamente eleita governadora, permanecendo no cargo até 2014, quando renunciou por motivos de saúde.

Ao longo de sua gestão, desenvolveu programas voltados à educação, infraestrutura e inclusão social, como o projeto “Farol da Educação”, voltado à ampliação do acesso à leitura e ao conhecimento. Também teve atuação relevante no cenário nacional, especialmente durante seu período no Senado Federal. Posteriormente, voltou à Câmara dos Deputados, sendo eleita deputada federal em 2022, pelo Movimento Democrático Brasileiro.